07:32 17 Janeiro 2021
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    A expansão da confrontação militar ao ciberespaço e ao espaço exterior aumenta os riscos da intervenção nos sistemas de controle e uso de armas nucleares, disse nesta quinta-feira (24) o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia e vice-ministro da Defesa, general do Exército Valery Gerasimov.

    "A confrontação militar está se expandindo ao ciberespaço e ao espaço exterior, na sequência aumentam os riscos de incidentes pela intervenção no funcionamento dos sistemas de comando e controle do uso de armas nucleares", anunciou o militar em uma reunião com adidos estrangeiros em Moscou.

    Ele ressaltou que, nestas condições, a dissuasão nuclear continua sendo o elemento-chave da manutenção da segurança militar da Rússia.

    Além disso, o militar relembrou que a posição oficial do país quanto à essência da dissuasão nuclear é relatada em "Princípios da política estatal da Federação da Rússia no domínio da dissuasão nuclear", documento que é "estritamente defensivo e se destina para a manutenção do potencial das forças nucleares em um nível suficiente para a dissuasão".

    "As armas nucleares são consideradas um meio de coerção do adversário potencial a descartar o início de uma agressão contra nosso país. As declarações sobre alegada aprovação pelas Forças Armadas do conceito de 'escalada para desescalada' são especulações. Não há nada disso nos documentos russos", afirmou o general Gerasimov.

    Segundo ele, na definição de sua política de dissuasão nuclear a Rússia prestou atenção especial ao cumprimento das obrigações internacionais no domínio de controle de armamentos.

    "Hoje em dia, os elementos de controle só estão contidos no START III [Tratado de Redução de Armas Estratégicas], que expirará em 5 de fevereiro de próximo ano. Depois desta data, nem a Rússia nem os EUA terão restrições nenhumas. Consideramos esta situação complexa, mas superável", concluiu o chefe do Estado-Maior.

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