00:39 26 Novembro 2020
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    Após as Honduras ratificarem o documento no sábado (24), o Tratado de Proibição de Armas Nucleares atingiu o mínimo de membros necessário para permitir a entrada em vigor em poucos meses.

    A Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) anunciou a entrada em vigor do Tratado de Proibição de Armas Nucleares no próximo ano, após sua ratificação pelas Honduras.

    "Em 24 de outubro de 2020, o Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares atingiu os 50 Estados participantes necessários para sua entrada em vigor, com a ratificação pelas Honduras, um dia depois que a Jamaica e Nauru enviaram suas ratificações", informou a ICAN.

    O tratado entrará em vigor em 22 de janeiro de 2021, e "consolidará a proibição absoluta das armas nucleares 75 anos após seu primeiro uso".

    Para o chanceler hondurenho Lisandro Rosales, que assinou o instrumento de ratificação, este foi "um dia histórico".

    Por sua vez, o presidente austríaco Alexander Van der Bellen parabenizou as Honduras e as outras partes do tratado, assinado em julho de 2017.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, agradeceu aos países que ratificaram o documento, saudando "o trabalho da sociedade civil".

    "A entrada em vigor é uma forma de respeito aos sobreviventes das explosões e testes nucleares, muitos dos quais se manifestaram a favor do tratado", reagiu o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, em uma declaração.

    Oposição ao tratado

    A agência Associated Press informou na quinta-feira (22) que os EUA enviaram uma carta aos países signatários pedindo que não o ratificassem e descrevendo a iniciativa como "um erro estratégico".

    De acordo com a carta, as cinco potências nucleares (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) e os parceiros da OTAN, "estão unidos em sua oposição às possíveis repercussões" do tratado.

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    Tags:
    França, Reino Unido, China, Rússia, EUA, Associated Press, Stéphane Dujarric, António Guterres, Nauru, Jamaica, Honduras, ONU
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