19:46 30 Julho 2021
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    Os Estados Unidos estariam unindo forças com a Noruega para combater a influência da Rússia no Ártico, escreve a revista The National Interest.

    O aumento das atividades dos EUA na região foi impulsionado pelas alterações climáticas. O degelo criou novas rotas comerciais indisponíveis anteriormente. O aumento das atividades e o reforço da presença militar são uma forma de lutar pela região estratégica.

    A aliança militar entre os EUA e a Noruega no Ártico poderia ser de máxima importância, visto que o Pentágono tem interesse em se opor aos avanços visíveis e conhecidos da Rússia no Ártico.

    Rússia não só possui um grande número de quebra-gelos, mas também opera em várias passagens ao longo da Rota Marítima do Norte que fazem fronteira com a Rússia e o Ártico, aponta a revista The National Interest.

    É por essa razão que foram recentemente realizados exercícios conjuntos entre EUA e Noruega denominados Exercise Reindeer II. Soldados conduziram operações de combate em condições de temperaturas negativas.

    Fuzileiros navais dos EUA na Noruega participam dos exercícios Cold Response
    Fuzileiros navais dos EUA na Noruega participam dos exercícios Cold Response
    O plano inicial visava aumentar a presença dos EUA no Ártico até 2030. No entanto, o degelo fez com que Washington acelerasse o processo, impulsionado também pelo grande número de exercícios da Rússia no Ártico, bem como por uma rede desenvolvida de bases militares.

    Em janeiro de 2021, o 3º Batalhão do 6º Regimento de Fuzileiros Navais dos EUA retornará à Noruega como parte das forças rotacionais da Marinha dos EUA na Europa (MRF-E, na sigla em inglês) a fim de implantar aproximadamente mil fuzileiros navais e marinheiros, segundo aponta relatório do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americano.

    Em meados de novembro, a empresa russa Atomflot comunicou que o mais potente quebra-gelo do mundo Arktika havia iniciado a sua primeira travessia ao longo da Rota Marítima do Norte.

    O quebra-gelo Arktika, primeiro navio do projeto 22220, foi incorporado à frota russa de quebra-gelos nucleares em outubro deste ano.

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    Tags:
    OTAN, exercícios conjuntos, exercícios militares, militarização, EUA, Rússia, Ártico
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