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    Novas instalações no estratégico porto ártico de Tromso permitirão que submarinos dos EUA e da OTAN se reabasteçam de suprimentos durante as escalas no porto.

    O porto ártico de Tromso, no norte da Noruega, foi ampliado e renovado para aumentar as visitas de submarinos nucleares norte-americanos, segundo o portal militar Breaking Defenses.

    As novas instalações permitirão que os submarinos dos EUA e da OTAN se reabasteçam de suprimentos, o que lhes permitirá efetuar missões mais longas nesta região-chave.

    De acordo com a porta-voz militar norueguesa, Marita Isaksen Wangberg, foi concluída a renovação física de Tromso, as autoridades locais estão agora finalizando os "ajustes e mudanças necessárias" em vários regulamentos locais. Wangberg enfatizou que este é o último passo antes que os submarinos nucleares possam visitar o porto.

    Um alto funcionário de Defesa dos EUA chamou a relação EUA-Noruega de "grande", descrevendo Tromso, uma das maiores áreas urbanas ao norte do Círculo Polar da Noruega e do mundo, ficando atrás em tamanho apenas das regiões árticas da Rússia de Murmansk e Norilsk, como "localização estratégica" para as visitas dos EUA. Segundo disse, as futuras visitas ocorreriam "cerca de quatro vezes por ano" e dariam mais flexibilidade na área não apenas aos EUA, mas também a seus aliados.

    Papel recente do porto

    Tromso se tornou ultimamente um ponto focal da atividade militar dos EUA, provocando o descontentamento tanto dos políticos da oposição local quanto dos residentes, que afirmam que a Noruega está sendo forçada a aceitar submarinos nucleares contra sua vontade. Tromso foi um dos municípios que queria que a Noruega assinasse a proibição nuclear da ONU, recusando tanto os navios movidos a energia nuclear como as armas nucleares a bordo.

    Em geral, o número de navios movidos a energia nuclear ao longo da costa do norte da Noruega aumentou, informou anteriormente com preocupação a Autoridade Norueguesa de Proteção contra Radiação.

    A Noruega está impulsionando sua cooperação militar com os EUA em meio à elevação das tensões no Ártico. Nem Oslo nem Washington escondem que as exibições públicas de submarinos nucleares atracando na Noruega ou outras atividades militares visam enviar um sinal à Rússia.

    Nos últimos anos, as relações bilaterais russo-norueguesas, tradicionalmente boas, têm sido prejudicadas por acusações mútuas de espionagem, desconfiança e rearmamento militar.

    Enquanto Oslo está cada vez mais preocupada com os reforços militares russos no norte e especialmente da Frota do Norte baseada na península de Kola, Moscou está alarmada com a expansão da cooperação da Noruega com os EUA, que inclui um destacamento rotativo de fuzileiros navais norte-americanos, o aumento no número de exercícios militares e colaboração técnica.

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    Tags:
    OTAN, Ártico, Península de Kola, Frota do Norte, Frota do Norte, Rússia, EUA, Noruega
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