00:43 24 Novembro 2020
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    Membros da atual administração norte-americana continuam a instar seus aliados a aumentar a proporção de gastos na Aliança Transatlântica, e que tal tem de ser feito efetivamente com maiores despesas.

    Não só os países da OTAN, mas também os aliados dos EUA fora da América do Norte e Europa terão agora como "padrão ouro" gastos militares de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) na Aliança Transatlântica, têm dito altos responsáveis da administração Trump.

    O portal Defense News perguntou na quarta-feira (21) a Robert O'Brien, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, sobre os gastos militares da aliança, que respondeu dizendo que "o que aconteceu é que 2% se tornou o padrão ouro, e os países, mesmo não pertencentes à OTAN, querem atingi-lo".

    "Acho que realmente estabelecemos um padrão ouro. Fizemos de 2% o padrão de referência", apontou.

    Anteriormente, na última sexta-feira (16), O'Brien afirmou em um evento do Instituto Aspen, EUA, que Washington vê a meta de 2% como uma "referência" a ser atingida por Taiwan.

    "Eles aumentaram suas despesas de defesa, disseram-me agora que estão se aproximando dos 2%, o que seria um nível da OTAN. Obviamente Taiwan não faz parte da OTAN, mas isso seria uma espécie de referência, e eles provavelmente precisam ir além disso, dada a acumulação de forças chinesas, especialmente através do estreito de Taiwan".

    O alto responsável norte-americano também mencionou que esse valor de referência não deve ser atingido com quedas econômicas que levem os atuais orçamentos a atingir ou superar os 2% automaticamente.

    Na terça-feira (20), Mark Esper, secretário de Defesa norte-americano, compareceu ao Conselho do Atlântico, onde comentou que a administração Trump insta "todos os Estados-membros a manter seus compromissos e contribuir mais para nossa segurança coletiva. Isto vai além da OTAN também. Esperamos que todos os aliados invistam mais na defesa, pelo menos 2% do PIB, como mínimo".

    Gastos não-OTAN

    Atualmente, entre os aliados principais de Washington fora da OTAN, apenas Israel (5,3%) e Coreia do Sul (2,7%) cumprem o requisito. A Austrália (1,9%), Nova Zelândia (1,5%), Filipinas (1%), Tailândia (1,3%), Japão (0,9%) e Taiwan (1,7%) gastam menos que esse mínimo referido.

    No entanto, Dustin Walker, ex-funcionário do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, advertiu ao Defense News que adotar a meta de 2% em todo o mundo "seria um erro" devido às diferentes circunstâncias estratégicas e econômicas dos países.

    Na cúpula da OTAN de 2014, no País de Gales, Reino Unido, a Aliança Transatlântica acordou que todos os membros deveriam gastar pelo menos 2% do PIB em despesas militares até 2024, apesar de a medida não ser vinculativa.

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    Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, Comitê de Serviços Armados do Senado, Japão, Tailândia, Filipinas, Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Israel, Conselho do Atlântico Norte, Mark Esper, Conselho de Segurança Nacional, Defense News, PIB, Produto Interno Bruto, EUA, OTAN
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