23:46 30 Setembro 2020
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    O tratado de redução conjunta de armas nucleares russo-americano expira em fevereiro de 2021, e os custos de maiores orçamentos militares levaram legisladores nos EUA a pedir que fosse prorrogado.

    O custo de várias opções de modernização nuclear nos EUA é calculado em centenas de bilhões de dólares se Washington e Moscou não prorrogarem o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III), de 2010, além de sua expiração em fevereiro de 2021, relatou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) dos EUA na quarta-feira (26).

    "O Escritório de Orçamento do Congresso foi solicitado a examinar quais seriam os custos se os Estados Unidos buscassem um tipo de resultado: aumentar suas forças nucleares estratégicas destacadas de não mais de 1.550 ogivas, como especificado no START III, para os níveis especificados nos três acordos mais recentes: os tratados com Moscou, START II e START I", escreve.

    A expansão das forças para os limites do Tratado de Moscou de 2002 (1.700 a 2.200 ogivas) não aumentaria os custos em relação aos planos atuais, que exigem gastos de US$ 240 bilhões (R$ 1,35 trilhão) nas próximas décadas para desenvolver uma nova geração de veículos de entrega nuclear, como mísseis, bombardeiros e submarinos, explica o relatório.

    Os limites correspondentes no START II, de 1992 (3 mil a 3.500 ogivas), ou START I, de 1991 (6 mil ogivas), poderiam ser atingidos através do aumento do número de ogivas em cada míssil, o que o relatório refere como opção de baixo custo.

    Laboratório Nacional de Los Alamos, berço do programa nuclear dos EUA
    Los Alamos National Laboratory
    Laboratório Nacional de Los Alamos, berço do programa nuclear dos EUA

    Aumentar as cargas de ogivas para atingir os limites do START II levariam a custos únicos de US$ 100 bilhões (R$ 560,8 bilhões), enquanto a opção mais cara de aumentar o número de veículos de entrega com as cargas atuais de ogivas subiria os custos únicos em até US$ 172 bilhões (R$ 964,6 bilhões) durante várias décadas, com despesas anuais de US$ 3 bilhões (R$ 16,8 bilhões) a US$ 8 bilhões (R$ 44,9 bilhões), segundo o relatório.

    Para atingir níveis mais altos de ogivas do START I, a opção de baixo custo acrescentaria de US$ 88 bilhões (R$ 493,5 bilhões) a US$ 149 bilhões (R$ 835,6 bilhões) em valores únicos, além de um custo anual entre US$ quatro bilhões (R$ 22,4 bilhões) a US$ dez bilhões (R$ 56,1 bilhões).

    No caso da opção mais cara, os custos únicos adicionais seriam de US$ 410 bilhões (R$ 2,3 trilhões) a US$ 439 bilhões (R$ 2,46 trilhões), mais despesas anuais adicionais de US$ 24 bilhões (R$ 134,6 bilhões) a US$ 28 bilhões (R$ 157 bilhões), diz o CBO dos EUA.

    Futuro do arsenal nuclear

    Se o START III expirar, os arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia não teriam limites acordados pela primeira vez em décadas. Uma das opções do tratado permite alargá-lo por mais cinco anos sem a aprovação das câmaras legisladoras dos dois Estados.

    O presidente do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos EUA, Adam Smith, e o membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, senador Bob Menendez, apelaram por essa opção.

    "Estender o START III por cinco anos é claramente a escolha certa em termos financeiros e de segurança nacional. Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de uma corrida armamentista nuclear cara e perigosa, particularmente no meio de nossas atuais crises financeira, política e de saúde. Apelamos novamente à Administração Trump para estender o START III hoje", disseram Smith e Menendez em uma declaração conjunta, segundo citados pela revista Defense News.

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    Bob Menendez, Adam Smith, Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Estados Unidos, Tratado START, Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO), START III, Rússia, EUA
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