01:08 24 Outubro 2020
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    O míssil norte-americano AGM-114R9X, derivado do Hellfire, se estreou no Afeganistão ao eliminar um líder de um grupo insurgente.

    Segundo informa o portal Thedrive.com, citando a mídia local, as forças de segurança afegãs lançaram um ataque aéreo na região de Imam-Sahib, província de Kunduz, que provocou a morte do diretor financeiro da organização terrorista Monabullah. Dados do Ministério do Interior afegão revelam que o falecido era cidadão do Paquistão.

    A natureza dos danos provocados no carro indicia que o ataque foi efetuado por um míssil R9X, que possui, em vez da ogiva usual, quatro a seis lâminas retráteis que são acionadas escassos segundos antes do impacto com o alvo.

    O referido portal assinala que o uso deste novo armamento permitirá às autoridades militares locais neutralizar alvos rebeldes mesmo em zonas de elevada densidade populacional, com grande probabilidade de vítimas civis.

    O míssil AGM-114R9X não explode, recorrendo somente às suas poderosas lâminas, não causando danos colaterais. As primeiras notícias da existência deste míssil exótico datam de maio de 2019.

    Contudo, aparentemente a nova arma já é utilizada pela CIA desde há três anos. Há dados que apontam para ter sido usada na eliminação de dirigentes de grupos extremistas na Líbia, Síria, Iraque, Iêmen e Somália, sem ter causado vítimas colaterais.

    Devido às suas enormes lâminas que mais parecem espadas, recebeu o apelido de "míssil-ninja" ou "bomba-ninja". É baseado no míssil AGM-114 Hellfire ar-solo. De acordo com várias fontes, a precisão é garantida por um sistema de orientação a laser, podendo ser lançado a partir do drone americano MQ-9 Reaper.

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    Tags:
    Afeganistão, ataque, míssil
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