20:20 01 Outubro 2020
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    Especialista militar explica por que os motores de aviões da Rússia expelem chamas azuis, e os dos EUA são cor de laranja.

    Um vídeo detalhado da decolagem do bombardeiro russo Tu-22M3 chamou a atenção do ex-piloto militar italiano e colunista David Cenciotti, que explicou por que as chamas geradas em modo pós-combustão nos motores russos são azuis, enquanto as dos norte-americanos são alaranjadas.

    O vídeo, gravado no Instituto de Testes de Voo Gromov, que opera na cidade de Jukovski, mostra em grande detalhe a preparação da aeronave antes da decolagem. O aspecto que mais chamou a atenção do colunista foi a operação dos motores NK-25 no modo pós-combustão.

    As imagens mostram a sequência completa do arranque destes motores, que termina com chamas azuis saindo dos bocais do motor (minuto 07). Como Cenciotti explicou, isto se deve ao fato de o combustível queimar completamente enquanto ainda está dentro dos motores devido ao design do aparelho.

    Com uma combustão mais completa, a reação gera energia suficiente para ionizar as moléculas de gás nas chamas, o que lhe confere a cor azul.

    Confira também um vídeo com o momento exato de decolagem do bombardeiro Tu-22M3 que mostra as chamas azuis geradas em modo pós-combustão:

    Enquanto isso, as aeronaves de fabricantes ocidentais produzem frequentemente uma chama laranja porque o combustível não queima completamente antes de deixar os bocais, gerando assim partículas de fuligem ou, por outras palavras, carbono não queimado. Esta fuligem brilha com o calor das chamas e dá-lhes uma cor alaranjada.

    Houve outro aspecto da decolagem que surpreendeu o especialista em aviação: a duração do uso da pós-combustão ao ganhar velocidade.

    O militar aponta que, normalmente, só os caças decolam com grande rapidez para reagir a uma ameaça; os bombardeiros normalmente não precisam de um aumento tão rápido de velocidade.

    No entanto, como a missão original dos bombardeiros Tu-22M era destruir porta-aviões inimigos com mísseis de cruzeiro, é provável que estes aviões também precisem de voar para certas regiões o mais rapidamente possível.

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    Tags:
    EUA, Rússia, caça, Bombardeiro
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