05:40 23 Janeiro 2020
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    Ainda que os aviões de combate tenham elevadas capacidades de ataque, seguem sendo bastante vulneráveis ao entrar em áreas inimigas que possuem sistemas de defesa antiaérea. Hoje explicaremos como funcionam os sistemas de defesa a bordo, responsáveis por aumentar a segurança das aeronaves.

    Os sistemas de defesa a bordo dos aviões e helicópteros militares incluem vários dispositivos tecnológicos interconectados, desenhados para detectar possíveis ameaças e desenvolver uma estratégia de contra-ataque.

    Quando uma aeronave se encontra voando em uma área de combate, estes sistemas monitoram constantemente o espaço aéreo e terrestre através de mecanismos de radar e detecção de calor. A tarefa é identificar rapidamente os sinais característicos de um taque de míssil.

    Após a detecção de uma ameaça, os pilotos podem tomar uma, ou mais, das seguintes medidas: sair da zona de risco; utilizar contramedidas eletrônicas; destruir fisicamente o alvo inimigo.

    Sem participação humana

    Na Rússia, todos os aviões e helicópteros das Forças Armadas que participam em operações de combate estão equipados com ao menos um conjunto mínimo de proteção individual, composto de um sistema de advertência de ameaças, equipamentos de supressão radioeletrônica e dispositivos de contramedidas de infravermelho.

    Os BKO – sigla pela qual são conhecidos na Rússia os sistemas de defesa a bordo – atualmente existentes são capazes de proteger uma aeronave com pouca ou nenhuma participação humana. Os computadores a bordo possuem vários algoritmos de ação em caso de ataque. Além do mais, os parâmetros de vários tipos de fontes de radiação são armazenados na memória do sistema, o que permite aos BKO identificar até o tipo e modelo do aparelho que ameaça o avião ou helicóptero.

    Distorção do sinal

    Um dos BKO mais modernos em serviço das Forças Aeroespaciais da Rússia atualmente é o sistema de contramedidas radioeletrônicas Khibiny. Estes dispositivos podem ser encontrados, particularmente, nos caças Su-30SM e nos caças-bombardeiros Su-34.

    Caça Su-30SM durante o concurso militar Aviadarts 2019
    © Sputnik / Maksim Blinov
    Caça Su-30SM durante o concurso militar Aviadarts 2019

     

    O princípio de funcionamento deste sistema radioeletrônico é bastante simples. Quando uma aeronave equipada com o Khibiny ingressa em um espaço aéreo inimigo protegido, o sistema distorce os parâmetros do sinal sonoro das estações de radar emitidas pelos sistemas de defesa antiaérea. Assim, os radares inimigos recebem informações incorretas.

    O Khibiny permite atrasar seriamente o tempo de detecção de uma aeronave que o utiliza, complicar a medição da distância até ela, sua velocidade e sua posição angular. O sistema reduz dezenas de vezes a probabilidade de o avião ser alvejado por mísseis.

    Vinte mísseis contra um obstiglaáculo invisível

    Os helicópteros também têm seus próprios sistemas de defesa aérea. Durante a Guerra do Afeganistão (1979 – 1989), a aviação do Exército Vermelho sofreu grandes baixas, devido aos sistemas portáteis de defesa antiaérea Stinger, fabricados nos Estados Unidos. Como resultado, na URSS foi posteriormente desenvolvida a estação de interferência óptico-eletrônica Lipa, destinada aos helicópteros de ataque Mi-24, que começou a ser produzida em 1982.

    Com a ajuda de uma poderosa lâmpada de xénon e um sistema de lentes giratórias, a Lipa criava uma corrente pulsada de raios infravermelhos em contínuo movimento ao redor do helicóptero, que confundia os mísseis. A eficiência do sistema variava entre 70% e 85%.

    Os sistemas se modernizaram com o passar do tempo e, atualmente, os helicópteros militares usam o L-370 Vitebsk. Este mecanismo de defesa pode ser encontrado em aeronaves como os Mi-35M, Mi-8, Mi-26, Ka-52 e também os aviões Su-35.

    Helicóptero Mi-26
    © Sputnik / Vladimir Astapkovich
    Helicóptero Mi-26

    Durante um teste realizado em 2015, foram disparados vinte mísseis superfície-ar Igla contra um Mi-8 equipado com o sistema Vitebsk que se encontrava em terra. Nenhum deles alcançou o alvo. Os mísseis, aos se aproximarem do helicóptero, mudaram repentinamente de trajetória, como se tivessem "tropeçado" em um obstáculo invisível.

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    Tags:
    caça, Defesa, Força Aérea, helicópteros
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