Seriam os EUA invencíveis?

© AP Photo / Sgt. Paul SaleCanhão americano M777 howitzer em ação (foto de arquivo)
Canhão americano M777 howitzer em ação (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Invencibilidade militar norte-americana é posta em dúvida após anos de desenvolvimento de tecnologias militares por países como Rússia, China e Coreia do Norte.

Há 15-20 anos atrás, o poder militar norte-americano se impunha como hegemônico no mundo.

No entanto, conforme analisou a corporação RAND, o poder da artilharia norte-americana já é inferior ao da Rússia.

Contudo, o número de áreas em que especialistas norte-americanos consideram que seu país possui um poder inferior ao da Rússia é ainda maior. Como é sabido, os militares e especialistas dos EUA também "estão preocupados" com temas como a guerra eletrônica, defesa antiaérea, armas hipersônicas, construção de blindados e até o espaço.

Desta forma, o mundo tem testemunhado o fim de um dos maiores mitos sobre a absoluta hegemonia dos EUA. Décadas atrás, havia o pensamento comum de que os americanos superavam todos e que tal quadro seria eterno.

É necessário reconhecer que tal pensamento soava lógico décadas atrás.

A razão disso seria o grande avanço tecnológico, o que no fim se tornou algo muito caro. Além disso, se difundiu o pensamento de que a ausência de competência ou a obsolescência em algum ponto-chave do campo tecnológico do país arrastava o mesmo para a margem da história.

Neste contexto, os EUA, com seu poder financeiro e avanço tecnológico, investiram recursos colossais na ciência, incluindo a "compra de cérebros" em todo o mundo e no desenvolvimento de tecnologia militar.

Reviravolta

Contudo, o mundo testemunha uma reviravolta, com especialistas constatando, por exemplo, que a eficiência da artilharia americana perdeu espaço para a russa.

Além da perda de experiência por parte dos militares americanos na aérea, segundo a RAND, a Rússia manteve o desenvolvimento de meios de artilharia modernos, incluindo canhões, sistemas de lançadores múltiplos de foguetes e também mísseis balísticos.

Além disso, a China usou de sua posição de "fábrica mundial" para aumentar seu poder científico, tecnológico e técnico-militar.

Por sua vez, a Rússia preferiu fazer investimentos em algumas áreas estratégicas, tornando o país líder mundial nessas áreas.

Também a Coreia do Norte, cujos esforços na construção de mísseis foram motivo de riso, apresentou resultados.

Investimentos sem resultado?

Contudo, o Pentágono continua aumentando seu orçamento para o desenvolvimento de armamentos. Não obstante tal fato, os especialistas têm vindo a notar uma tendência de enfraquecimento da "máquina de guerra" americana.

A razão disso é que, enquanto os EUA ocupavam a posição hegemônica, eram feitos grandes investimentos mas os resultados já eram poucos.

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