20:07 17 Outubro 2019
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    Esboço do bombardeiro estratégico furtivo B-21 Raider

    Será o bombardeiro nuclear americano B-21 Raider uma ameaça para Rússia?

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    Em análise técnica e histórica da aviação militar dos Estados Unidos, a Sputnik revelou as perspectivas positivas e negativas do novo bombardeiro nuclear americano B-21 Raider.

    Capaz de lançar armas nucleares, furtivo e muito caro. Estas são as primeiras características do B-21 Raider. Até aí, o bombardeiro não se distingue de seu predecessor, o B-2 Spirit.

    Mesmo assim, o Pentágono garante que a nova aeronave elevará a força aérea do país a um novo nível.

    Em anúncio recente, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Matthew Donovan, disse que a empresa do setor de Defesa Northrop Grumman iniciou a montagem do primeiro B-21 Raider. O local escolhido foi a fábrica das Forças Armadas dos Estados Unidos em Palmdale, no estado americano da Califórnia, publicou o canal informativo da Força Aérea dos Estados Unidos.

    Um bombardeiro estratégico B-52 com seu jogo de munições
    Um bombardeiro estratégico B-52 com seu jogo de munições

    Segundo Donovan, este bombardeiro estratégico se tornará um componente importante da modernização da frota aérea militar de Washington, sendo capaz de vencer nas condições de uma guerra moderna. O primeiro voo da aeronave ocorrerá em dezembro de 2021, a partir da base área de Edwards, também na Califórnia.

    A aeronave deverá entrar em serviço em meados da década de 2020, substituindo seus predecessores B-52 Stratofortress e B-2 Spirit. O contrato de produção está na casa dos US$ 55 bilhões (cerca de R$ 228 bilhões) por 100 unidades.

    Experiências passadas

    Ainda nos anos da Guerra Fria, os EUA desenvolveram o B-2 Spirit. De início, o bombardeiro foi projetado para carregar bombas nucleares. No entanto, o B-2 sofreu modificações muito caras para poder usar outros armamentos.

    Além disso, sua "invisibilidade" exigia cuidados extra, em particular mudanças estruturais nos hangares onde eram guardados, para que o material de sua fuselagem não perdesse sua eficiência. A mudança nos hangares exigiu significativas despesas, e a frota de B-2 Spirit, que deveria ser de 130 aeronaves, não chegou a ter mais de quatro dezenas.

    O pior de tudo aconteceu nos teatros de guerra em que a aeronave atuou: Iugoslávia, Afeganistão e Líbia. Em todos esses países as defesas antiaéreas não eram das melhores, pelo que a "invisibilidade" da aeronave não pôde ser de todo comprovada.

    Novo conceito?

    A julgar pelas informações disponíveis, o B-21 Raider se parece mais com seu antecessor B-2 Spirit do que com uma nova aeronave capaz de trazer um novo conceito de bombardeiro.

    Um B-2 Spirit dos Estados Unidos
    Um B-2 Spirit dos Estados Unidos

    É sabido que o B-21 Raider também foi projetado no modelo de "asa voadora". Além disso, as tecnologias de "invisibilidade" deverão ser as mesmas empregadas no B-2 Spirit. Por último, a aeronave não será supersônica, tal como o modelo anterior. 

    O Raider poderá carregar no interior diferentes armamentos, inclusive bombas B61-12 e GBU-57, podendo esta última penetrar a 60 metros de profundidade antes de explodir.

    Invencível?

    O surgimento de sistemas de defesa antiaérea cada vez mais sofisticados, somado à sua pouco demonstrada invisibilidade, mostra o quanto a invencibilidade do B-21 Raider gera dúvidas.

    Tanto isto é verdade que os congressistas americanos não demonstram nenhuma surpresa com a notícia da montagem da nova aeronave. Para além disso, os militares parecem não ter pressa de se livrar dos bombardeiros nucleares B-52H Stratofortress, que entraram em serviço há mais de meio século.

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    Tags:
    B-52, B-2 Spirit, Rússia, Força Aérea dos EUA, bombardeiro nuclear, B-21
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