05:36 19 Setembro 2019
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    Bombardeiros estratégicos russo Tu-95MS

    B-52 vs. Tu-95: titãs nucleares da Guerra Fria que continuam voando

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    Os bombardeiros estratégicos B-52 estadunidense e Tu-95 russo entraram em serviço nos anos 50, mas até hoje continuam sendo uma parte essencial no potencial nuclear da Rússia e dos EUA.

    Estas aeronaves foram criadas como um meio de transporte para armas nucleares, posto que o nível tecnológico daquela época não permitia desenvolver os mísseis balísticos de grande alcance e alta precisão.

    Desde então, os mísseis se tornaram a peça central da estratégia nuclear, mas os voos destas aeronaves cerca das fronteiras de ambos países continuam causando tumulto na mídia.

    Tão semelhantes e tão diferentes

    Os dois bombardeiros foram desenvolvidos com o mesmo objetivo – transportar bombas nucleares até o território inimigo. O primeiro a nascer foi o B-52, em cujo desenvolvimento participaram engenheiros da Alemanha nazista. A principal exigência que se colocava era a capacidade de chegar até qualquer ponto da União Soviética.

    Um bombardeiro estratégico B-52 com seu jogo de munições
    Um bombardeiro estratégico B-52 com seu jogo de munições

    Perante esta ameaça, Josef Stalin ordenou que se desenvolvesse um avião semelhante para contrapor ao B-52. Obviamente, a missão da alternativa soviética era a mesma: ser capaz de chegar até qualquer parte sobre o território inimigo. Foi assim que nasceu o bombardeiro russo Tu-95.

    Bombardeiro estratégico russo Tu-95MS
    © Sputnik / Sergei Pivovarov
    Bombardeiro estratégico russo Tu-95MS

    Os dois aviões decolaram pela primeira vez em 1952, mas o primeiro em entrar em serviço foi o B-52 em 1955, um ano antes que o bombardeiro estratégico da União Soviética. As semelhanças não acabam aqui. Assim, estes bombardeiros têm dimensões praticamente idênticas.

    No decorrer do tempo, ambos os aviões foram modernizados. Atualmente o Tu-95 possui o radar de varredura eletrônica ativa Novella-NV1.021 que lhe permite ver os objetivos a uma distância de 90 quilômetros se estiverem voando e a 320 quilômetros em caso de alvos marítimos. Ademais, é capaz de seguir simultaneamente até 50 objetivos.

    O B-52 também foi objeto de modernização e agora está equipado com o sistema de observação óptico-eletrônico AN/AAQ-6, navegação por GPS e um sistema de navegação inercial SPN/GEANS baseado em giroscópios de laser.

    Bombardeiro B-52H da Força Aérea dos Estados Unidos
    Bombardeiro B-52H da Força Aérea dos Estados Unidos

    Precisão contra potência

    O bombardeiro estadunidense leva uma maior carga de combate, 31,5 toneladas contra 21 toneladas do Tu-95. Não obstante, o raio de dispersão admissível ao lançar bombas não guiadas é de 80 metros para o B-52, enquanto no caso do avião soviético é de apenas de cinco metros.

    Sendo assim, os dois bombardeiros estratégicos são muito parecidos e ao mesmo tempo diferentes. Cada um deles tem determinadas vantagens e desvantagens, mas nenhum tem uma superioridade absoluta. O mais curioso é que já há mais de meio de século que estes dois aviões estão em serviço dos seus países, e está previsto que continuem voando até à década de 2040.

    Isso significa que é provável que alcancem um século inteiro de voos, o que os tornaria nos aviões militares com a vida mais longa da história.

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    EUA, Rússia, União Soviética, bombardeiros, Tu-95, B-52
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