11:36 20 Novembro 2018
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    Avião de treinamento avançado L-15, foto do arquivo

    Este caça pode estar prestes a conquistar toda a América Latina e África

    © Foto: Domínio Público / Czip
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    Treinar futuros pilotos para que manejem as máquinas de combate mais sofisticadas é uma tarefa muito cara e complicada. Por isso, existem caças de treinamento capazes de simular características dos aviões mais modernos.

    Estas pequenas aeronaves, também conhecidas como caças de treinamento avançado (LIFT, sigla em inglês), dão oportunidade de preparar futuros pilotos de combate por um baixo custo.

    Além disso, devido ao fato de que esses aviões possuem a capacidade de transportar e operar diferentes tipos de armamentos, sua utilização não se limita à formação de pilotos.

    De acordo com o colunista do The National Interest, Sebastien Roblin, estes tipos de caças possuem capacidade de realizar tarefas básicas de combate pela metade ou por um terço do custo de um caça convencional. Os LIFT FA-50 foram empregados pelas forças governamentais contra grupos rebeldes nas Filipinas, em 2017, por exemplo. Além disso, ressalta que, no mesmo ano, a Força Aérea da Nigéria empregou com êxito seus Alpha Jet em combates contra os guerrilheiros jihadistas Boko Haram.

    Uma das aeronaves de treinamento mais novas é o chinês L-15 Falcon, fabricado pela empresa Hongdu, na cidade de Nanchang. O avião de dois assentos, conta com sistemas modernos de controle, alta manobrabilidade e boas atitudes aerodinâmicas.

    Ainda, segundo o autor, as características deste LIFT chinês permitem treinar os pilotos do país asiático na pilotagem de caças da família Su-27, famosos por sua supermanobrabilidade e em serviço do Exército Popular de Libertação chinês. A versão mais recente do caça treinador designada pelas siglas L-15B é capaz de realizar voos supersônicos e possui radar e sistemas para detectar ataques inimigos.

    Com relação ao armamento, possui nove pontos de fixação, nos quais também pode ser instalado o sistema de radar passivo de escaneamento eletrônico com um alcance de detecção entre 7 e 70 milhas (entre 11,3 e 112,6 quilômetros) (diferentes dispositivos), nos quais podem executar varreduras de alvos aéreos e terrestres. Conta também com um receptor de alerta de radar na cauda. O L-15B teoricamente pode voar a mais de 52.000 FT (15.850 metros) e a distâncias de mais de 1.900 NM (3.058 quilômetros), quando preparado para o combate, sua efetividade é reduzida para apenas 350 NM (564 quilômetros).

    É destacado pelo autor que, apesar de possuir boas características, o LIFT chinês não se compara a caças como os F-16 americanos ou os Su-35 russos, porém, o L-15 possui uma carta debaixo da manga frente a estes caças de quarta geração e outros LIFT: o baixo custo de fabricação. O T-X, custará em torno de 30 e 40 milhões de dólares por unidade, ou seja, entre 116,5 e 155,4 milhões de reais.

    No entanto, o L-15 custa entre 10 e 15 milhões de dólares por unidade (entre 38,8 e 58,3 milhões de reais). Além disso, o custo operacional e de manutenção também é mais baixo em comparação com seus concorrentes e caças de classe mais alta, o que chamou a atenção de nações africanas e latino-americanas para realizar missões básicas de defesa aérea e ataques terrestres, cita Roblin.

    Por enquanto, a Força Aérea da Zâmbia adquiriu seis L-15, enquanto que as Forças venezuelanas e uruguaias manifestaram interesse pela aquisição de duas dúzias e oito unidades, respectivamente. Ao mesmo tempo, a China já está operando com aproximadamente 130 e 150 unidades divididas em nove esquadrões.

    Mesmo com o mercado de aviões de treinamento relativamente saturado na atualidade, os aviões L-15 podem ser "significantes" na hora de expandir a influência chinesa na África, Ásia e América Latina, conclui Roblin.

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    venda, avião, avião de combate, caça, F-16, Su-35, L-15B, China, América Latina, África
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