F-22 e F-35 são 'predadores rastejantes', enquanto Su-35 russo é 'caçador', diz analista

© Sputnik / Artyom Zhitenev / Abrir o banco de imagensCaça Su-35 durante espectáculo aéreo no Día de Forças Aéreas da Rússia (foto de arquivo)
Caça Su-35 durante espectáculo aéreo no Día de Forças Aéreas da Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A revista norte-americana National Interest avaliou as chances do caça russo Su-35 em combate contra caças furtivos americanos. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Alexei Leonkov destacou as principais vantagens do avião russo.

O caça russo de quarta geração Su-35 é claramente superior a todos os homólogos ocidentais disponíveis, mas sua capacidade em nível de combate, em comparação com caças furtivos americanos F-22 e F-35 de quinta geração ainda é incerta, informa o artigo.

De acordo com a edição, o Su-35 usa mísseis de radares autoguiados K-77M com alcance superior a 190 quilômetros. Além disso, no arsenal do Su-35 há mísseis destinados a lutar contra sistemas de radares de longo alcance e aviões de reabastecimento em condições de guerra radioeletrônica.

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O mais importante meio de luta do Su-35 contra caças furtivos, como se supõe, é o radar Irbis-E de matriz faseada passiva com escaneamento eletrônico, bem como o sistema ótico de localização OLS-35.

Todos os fatores fazem com que o Su-35 supere todos os análogos ocidentais de quarta geração, incluindo os americanos F-15 e europeus Eurofighter e Rafale, conforme a revista.

Apesar de todas as alegações, a revista conclui ser difícil dizer ao certo qual dos aviões é o melhor, podendo apenas decidir o resultado através de testes.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, Alexei Leonkov observou que a principal vantagem do caça Su-35 é sua capacidade de manobra, enquanto americanos identificaram a "invisibilidade" de seus F-22 e F-35 como principal tarefa.

"Quando os americanos criaram suas aeronaves furtivas, as propriedades de pilotagem da aeronave e capacidade de manobrar em altas velocidades com grandes sobrecargas não foram levadas em consideração — a imperceptibilidade foi colocada em primeiro plano. O avião deve entrar tranquilamente na zona de lançamento de seus mísseis e imperceptivelmente sair da área — este é o seu principal objetivo. Mas o fato é que um absoluto ‘furtivo' não existe, há apenas uma redução da visibilidade do radar de apenas 30%, e só a partir de certo ângulo, enquanto que através de outros ângulos, este avião pode ser visto muito bem", disse Leonkov.

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"Se o avião não é visto por um sistema de defesa antiaérea, então é visto pelo radar da aeronave Su-35S à distância com o uso de armas do tipo ar-ar. E um míssil desses definitivamente atingirá uma aeronave furtiva, porque graças às qualidades de manobra e às sobrecargas em que nossos mísseis voam os aviões americanos F-22 e o F-35 não podem voar", continuou.

Para Leonkov, as vantagens de combate do Su-35 são notáveis.

"Os caças americanos F-22 e F-35 são ‘predadores rastejantes', enquanto Su-35 russo é ‘caçador'. E este particularmente não precisa de radar de invisibilidade, porque o complexo de defesa aerotransportado Khibiny fornece proteção contra a maioria dos tipos de armas da classe ar-ar […] O máximo que o avião americano pode fazer é realizar rapidamente a Volta de Nesterov, e o Su-35 pode de fato girar 180 graus sem sair do lugar e atacar o caça perseguidor", concluiu o especialista militar.

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