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    Analistas norte-americanos compararam os resultados do desenvolvimento das armas hipersônicas nos EUA e na Rússia, comunica o Rossiyskaya Gazeta.

    As armas hipersônicas, nomeadamente mísseis, são aquelas que atingem velocidades superiores a Mach 5 (6 mil km/h). 

    De acordo com o The National Interest, tais armas poderão mudar o equilíbrio estratégico em todo o mundo. 

    Entre as armas russas foram avaliadas as capacidades do míssil Tsirkon, do míssil de cruzeiro X-32 e do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat.

    O Tsirkon acelerou durante os testes recentes a uma velocidade de Mach 8, o seu alcance operacional é pelo menos de 400 quilômetros. O míssil pode ser incorporado ao exército já em 2019-2020.

    O X-32, desenvolvido especialmente para os novos bombardeiros estratégicos Tu-22M3M, já está na etapa final dos testes. O míssil pode voar a uma velocidade de 4 a 4,5 Mach, ultrapassando a maior parte da sua trajetória em uma altitude de 40 a 45 quilômetros, o que permite evitar os erros da eletrônica e o aquecimento. 

    Mas, de acordo com o The National Interest, o míssil hipersônico mais inovador da Rússia é o RS-28 Sarmat, que praticamente não é interceptável porque pode manobrar na atmosfera e voar segundo uma trajetória diferente da dos mísseis balísticos. Além disso, o míssil tem maior precisão do que os outros e pode utilizar ogivas não nucleares em distâncias intercontinentais. 

    Os EUA desenvolveram os seus mísseis hipersônicos no âmbito do programa Prompt Global Strike. Foram desenvolvidos dois produtos concorrentes – o Advanced Hypersonic Weapon (AHW) e o Hypersonic Technology Vehicle 2 (HTV-2). Só o AHV passou os testes com sucesso em 2011, mas o último lançamento em 2014 fracassou devido à formação de uma nuvem de plasma e subsequentes falhas dos sistemas eletrônicos.

    Os EUA estão cooperando com a Austrália no âmbito do projeto HIFiRE, tendo já sido realizados vários lançamentos de mísseis hipersônicos. Em 2017 estes mísseis conseguiram alcançar a velocidade de Mach 7,5 (9 mil km/h). 

    O The National Interest também recorda o desenvolvimento dos mísseis X-43A e X-51 WaveRider, capazes de atingir uma velocidade de Mach 9,65 (11,5 mil km/h) e Mach 5,1 (6 mil km/h). O motor do primeiro míssil funcionou só durante 11 segundos, e do segundo – 6 minutos, o que permitiu ultrapassar uma distância de 426 quilômetros, mas, de acordo com o NI, o X-51 ainda não possuiu sistema de direção e ogiva.

    Um outro projeto inovador norte-americano, de acordo com a edição, é o desenvolvimento do avião de reconhecimento SR-72, que deverá acelerar a uma velocidade de Mach 6. A nova aeronave deverá estar operacional nos anos 2030. 

    Comparando as capacidades da Rússia e dos EUA no domínio do desenvolvimento das armas hipersônicas, o The National Interest também menciona a China. No caso deste último país, só existe informação sobre o projeto DF-ZF, um veículo hipersônico de deslize (HGV, na sigla em inglês). Este míssil foi testado 7 vezes, mas os resultados não foram divulgados. Segundo vários rumores, o míssil conseguiu acelerar a uma velocidade entre Mach 5 (6 mil km/h) e Mach 10 (12 mil km/h). 

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    Tags:
    capacidade militar, defesa, armas hipersônicas, projetos, desenvolvimento, avaliação, mídia, China, EUA, Rússia
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