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Pentágono admite dificuldade em interceptar novas armas hipersônicas russo-chinesas

© AFP 2021 / STAFF Sede do Pentágono em Washington, EUA
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O Pentágono admitiu que os aparelhos voadores planadores hipersônicos, desenvolvidos pela Rússia e pela China, representam um "alvo difícil" para os sistemas de defesa antiaérea, diz um relatório dos serviços de inteligência dos EUA, citado pela agência Bloomberg.

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O relatório do Centro Nacional de Inteligência Aérea e Espacial dos EUA e do Comitê para Análises de Inteligência de Defesa de Mísseis balísticos refere as caraterísticas do novo veículo:

"Os aparelhos voadores planadores hipersônicos são veículos com altas capacidades de manobra que voam a uma velocidade hipersônica (que é superior em cinco vezes ou mais à do som) e que a maior parte do voo permanecem em uma altitude mais baixa que os mísseis balísticos comuns."

De acordo com o documento, citado pela agência, "a alta velocidade combinada com elevadas capacidades de manobra e baixa altitude de voo faz deles um alvo muito difícil para os sistemas de defesa antimíssil".

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No relatório, os serviços de inteligência preveem que a Rússia mantenha a liderança entre os países com maior poder das tropas de mísseis estratégicos. Além disso, a inteligência acredita que "a China continua tendo o programa mais ativo e diversificado de desenvolvimento de mísseis balísticos", enquanto o Irã poderá em breve instalar mísseis balísticos intercontinentais.

Em geral, segundo os dados do Pentágono, muitos países, desde a Coreia do Norte e Irã até à Rússia e China, estão fazendo progressos em tecnologias de mísseis balísticos e de cruzeiro, o que representa uma maior ameaça para os EUA.

Em dezembro do ano passado, o site Washington Free Beacon informou que o Pentágono iria desenvolver em breve um programa de defesa antimíssil eficiente que pudesse lidar com novas ameaças de alta tecnologia, nomeadamente com os mísseis hipersônicos desenvolvidos pela Rússia e China.

Como indica o site, os programas atuais de defesa antimíssil dos EUA, inclusive para interceptar mísseis de curto e médio alcance, são projetados para atingir mísseis balísticos com trajetória previsível. Os mísseis com velocidade superior à do som e com trajetória inconstante não podem ser detectados e abatidos pelos atuais sistemas de defesa antimíssil norte-americanos.

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