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    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)
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    Em entrevista à Sputnik, especialista explica que o vírus 96% semelhante ao SARS-CoV-2 pode ter sido encontrado em cavernas em 2013 e que essa descoberta teria sido ocultada.

    Um vírus muito semelhante ao SARS-CoV-2, responsável pela doença COVID-19, pode ter sido encontrado ainda em 2013, afirma à Sputnik Didier Pittet, especialista em doenças infecciosas do Hospital Universitário de Genebra, Suíça, e inventor do desinfetante para as mãos.

    "Em 2013, na China, a aproximadamente 1.100 km de Wuhan, nas cavernas que os espeleologistas estavam explorando, [foi encontrado] um vírus 96% semelhante ao SARS-CoV-2 que pode ter sido transmitido para pessoas que estavam trabalhando naquela caverna", afirma o epidemiologista.

    Pittet explica, todavia, que não ficou esclarecido se esse vírus foi identificado em um dos laboratórios localizados em Wuhan, onde ocorreu o primeiro surto da COVID-19.

    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    "Algumas publicações e dissertações foram feitas pelas pessoas que trabalham nesses laboratórios [em Wuhan]. Mas essas dissertações desapareceram. Além disso, quando você trabalha em um vírus novo, você congela [a amostra]. Mas descobriu-se que o laboratório não conseguiu encontrar aquela amostra. E isso é um pouco preocupante", comenta Pittet.

    Isso não significa que o patógeno foi criado artificialmente, diz o especialista, mas pode significar que o vírus muito semelhante ao SARS-CoV-2 foi encontrado em 2013 e esse fato foi ocultado.

    "Para se tornar uma pandemia, o vírus deve circular na natureza por um tempo. Então, provavelmente, esse vírus está conosco há muito mais tempo do que podemos imaginar", contextualiza.

    Pittet recorda que há evidências de que pessoas na Europa e na Ásia contraíram COVID-19 antes que o vírus se tornasse conhecido mundialmente.

    Segundo um estudo realizado por cientistas italianos, o novo coronavírus pode ter afetado a Europa antes da China. Os resultados demonstraram que a COVID-19 já estaria circulando na Itália desde outubro de 2019, dois meses antes de Pequim alertar o mundo sobre a existência de casos de pneumonia causados por uma doença desconhecida.

    Desse forma, a situação deve ser examinada em detalhes para descobrir quanto tempo leva para um vírus se transformar em uma pandemia, a fim de responder rapidamente na próxima vez que surgir um problema semelhante, afirma Pittet.

    A Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia do novo coronavírus em março de 2020. Mais de 4,2 milhões de pessoas em todo o mundo morreram em decorrência da COVID-19 e mais quase 200 milhões de pessoas já foram infectadas, segundo a Universidade Johns Hopkins, EUA.

    Tema:
    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)

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    Tags:
    SARS-CoV-19, COVID-19, novo coronavírus, pandemia, China, Wuhan, Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, vírus
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