20:00 02 Agosto 2021
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    Superpoderoso, maior imã do mundo seguirá uma longa estrada dos EUA até a cidade de Marselha, na França. Sua potência pode erguer um porta-aviões com 100 mil toneladas.

    O maior módulo de imã do mundo, que produzirá um campo magnético 280 mil vezes mais forte do que o feito pela Terra, foi finalizado pela empresa norte-americana, General Atomics, a qual está acertando os detalhes do embarque do módulo para a França. O imã vai alimentar um reator de fusão nuclear de última geração, segundo o Live Science.  

    O ímã, conhecido como solenóide central, formará o coração do International Tokamak Experimental Reactor (ITER, na sigla em inglês) em construção próximo ao Centro de Estudos Nucleares Cadarache, no sul da França.

    Quando o imã estiver totalmente montado, terá 18 metros de altura por 4,3 de largura e pesará 1.000 toneladas, poderoso o suficiente para erguer um porta-aviões pesando cerca de 100.000 toneladas.

    O solenóide central consistirá em seis módulos individuais. Cada um deles é uma espécie de grande bobina que contém cerca de 5,6 quilômetros de fio supercondutor de nióbio-estanho (Nb3Sn) com cobertura de aço. O primeiro módulo levou mais de cinco anos para ser construído.

    Abaixo a foto do reator que o imã vai alimentar na França.

    A sexta bobina de campo poloidal do International Thermonuclear Experimental Reactor foi inserida no poço de tokamak da máquina de fusão em 21 de abril

    ​O projeto envolveu 35 países e é resultado do trabalho conjunto de países da União Europeia, bem como Rússia, EUA, Índia, China, Coreia do Sul e Japão. O objetivo é provar a viabilidade da fusão nuclear sustentada para a geração de energia.

    Estrada até a França

    A caminhada do módulo até a França começará a bordo de um enorme trailer de 24 eixos de San Diego, na Califórnia, até o porto de Houston, no Texas. De lá, partirá de barco no início de julho com destino ao Mediterrâneo até a cidade francesa de Marselha, onde chegará no final de agosto, para depois ser transportado novamente pela estrada até as instalações do ITER.

    Os cinco módulos restantes, bem como uma bobina adicional, seguirão o mesmo caminho uma vez concluídos nos próximos anos.

    O pontapé inicial do reator está previsto para 2025, ano em que os cientistas esperam obter o primeiro plasma. No entanto, as reações de fusão nuclear em grande escala não ocorrerão antes de 2035.

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    Tags:
    França, Rússia, porta-aviões, reator nuclear
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