16:37 31 Julho 2021
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    O governo norte-americano segue analisando relatos de um vazamento em uma usina nuclear chinesa, depois de uma empresa parceira francesa alertar sobre "ameaça radiológica iminente", segundo documentos norte-americanos.

    O alerta inclui uma acusação de que a autoridade de segurança chinesa estava elevando os limites aceitáveis para detecção de radiação fora da usina nuclear de Taishan, em Guangdong, segundo informa a CNN citando a empresa francesa.

    Apesar de o governo norte-americano não considerar que seja uma ameaça grave à segurança dos funcionários da instalação ou dos moradores que vivem na região, é algo incomum uma empresa estrangeira buscar ajuda unilateralmente ao governo norte-americano, enquanto a China ainda não reconheceu o problema.

    O governo Biden discutiu a situação com o governo francês e especialistas do Departamento de Energia, além de contatar o governo chinês, segundo fontes.

    Até o momento, nenhuma autoridade chinesa comentou o assunto, contudo, a usina nuclear de Taishan publicou um comunicado afirmando que as leituras ambientais da usina e da região estavam "normais".

    Além disso, a declaração informa que os dois reatores nucleares da usina estão operacionais e que uma revisão havia sido realizada recentemente em um deles.

    "Desde que entrou em operação comercial, a usina nuclear de Taishan controlou estritamente a operação das unidades de acordo com os documentos de licenciamento de operações e procedimentos técnicos. Todos os indicadores operacionais das duas unidades atenderam aos requisitos dos regulamentos de segurança nuclear e das especificações técnicas da usina", segundo comunicado.

    Por sua vez, a empresa francesa apresentou ao Departamento de Energia um pedido de assistência de segurança operacional no dia 3 de junho, pedindo formalmente uma dispensa que permita tratar de um assunto de segurança urgente, alertando as autoridades norte-americanas de que o reator nuclear está vazando gás de fissão.

    "A situação é uma ameaça radiológica iminente para a região e a população", afirmou a concessionária francesa, que teria pedido ajuda aos EUA porque o governo chinês continuava a elevar os limites.

    No dia 30 de maio, o reator de Taishan atingiu 90% do limite supostamente revisado, ressalta o memorando.

    Por enquanto, os EUA não acreditam que o vazamento esteja em um "nível de crise", contudo reconhecem que está aumentando e precisa ser monitorado, segundo fonte.

    A cidade de Taishan tem uma população de 950.000 habitantes e está localizada no sudeste do país, na província de Guangdong.

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    Tags:
    China, usina nuclear, vazamento, vazamentos, radiação
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