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    As escavações começaram em setembro de 2020, e em abril desse ano, foi anunciado a descoberta da cidade. Com os estudos em curso, cientistas afirmam que o local foi durante seu tempo áureo a Pompeia egípcia.

    Desde que parte da chamada "cidade dourada perdida" em Luxor foi desenterrada, os pesquisadores, mediante a tudo que foi encontrado, começaram a chamá-la de "Pompeia egípcia".

    "Não há dúvida sobre isso, é realmente um achado fenomenal, é muito mais um instantâneo no tempo - uma versão egípcia de Pompeia" disse Salima Ikram, arqueóloga que lidera a unidade de egiptologia no Cairo.

    Segundo os arqueólogos, a cidade pode ser chamada de Pompeia por ter sido encontrada tão bem preservada quanto a próspera cidade romana,  que foi soterrada por metros de cinzas quando o vulcão Vesúvio entrou em erupção em 79 d.C.

    As escavadeiras até agora desenterraram casas de tijolos, cerâmica e anéis. Também foi encontrada uma padaria cheia de fornos e cerâmica, bem como vasos de vinho com hieróglifos estampados em suas tampas de argila. Paredes e espaços de convivência relativamente intactos ainda contêm objetos e utensílios do cotidiano, para deleite dos pesquisadores e do público em geral.

    Operário carrega vaso no sítio arqueológico da cidade dourada desenterrada em Luxor, no Egito, 10 de abril de 2021
    © AFP 2021 / KHALED DESOUKI
    Operário carrega vaso no sítio arqueológico da "cidade dourada" desenterrada em Luxor, no Egito, 10 de abril de 2021

    De acordo com os arqueólogos, a grande cidade foi construída há mais de 3.400 anos, durante o reinado de Amenhotep III, um dos faraós mais poderosos de Egito, e incluía três palácios, assim como o centro administrativo e industrial do império.

    Descobertas arqueológicas nos arredores de Luxor, no Egito, 10 de abril de 2021
    © REUTERS / Centro de Egiptologia Zahi Hawass
    Descobertas arqueológicas nos arredores de Luxor, no Egito, 10 de abril de 2021

    "Esta é uma cidade de pleno direito, considerada o maior assentamento já descoberto [...] A obra vai durar pelo menos dez anos, já que precisamos escavar toda a cidade, assim como a área dos templos", disse Zahi Hawass, arqueólogo chefe da equipe egípcia.

    A verdade é que com o passar do tempo o Egito não para de surpreender, seja em descobertas fantásticas como essa sobre sua antiguidade, ou na criação de eventos atuais em torno de seu passado, como o transporte de 22 múmias de reis e rainhas do Egito Antigo do Museu Egípcio até o Museu Nacional da Civilização Egípcia, ambos no Cairo, no começo de abril.

    As escavações continuam em Luxor e, segundo Hawass, ainda vão revelar muito mais sobre Pompeia egípicia. 

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    Tags:
    Egito, antiguidade, arqueologia
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