22:53 10 Maio 2021
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    Astrônomos usaram telescópios terrestres e espaciais para identificar movimentação de radiojatos, ou jatos relativísticos, em aglomerado de galáxias que pode ajudar a entender a natureza deste aglomerado e a evolução do Universo.

    Uma equipe internacional de astrônomos conduziu observações em vários comprimentos de onda de um aglomerado de galáxias conhecido como CLJ1449 + 0856, usando instalações terrestres e telescópios espaciais.

    A campanha de observação detectou vários jatos relativísticos fracos, o que poderia lançar mais luz sobre a natureza deste aglomerado. A descoberta foi publicada no arXiv.

    Os aglomerados de galáxias consistem em até milhares de galáxias unidas pela gravidade. Eles são as maiores estruturas gravitacionalmente ligadas e, portanto, podem ser cruciais para melhorar o conhecimento sobre a formação de estruturas em grande escala e a evolução do Universo.

    Com um desvio para o vermelho, CLJ1449 + 0856 é um aglomerado em uma fase de montagem de galáxias e extinção da formação de estrelas que se espera criar uma população dominante de galáxias massivas e passivas.

    Astrônomos identificam radiojatos fracos no aglomerado de galáxias CLJ1449 + 0856, como é possível ver no esquema de cores identificado pelos cientistas
    © Foto / Kalita et al., 2021.
    Astrônomos identificam radiojatos fracos no aglomerado de galáxias CLJ1449 + 0856, como é possível ver no esquema de cores identificado pelos cientistas

    A fim de obter mais informações sobre as propriedades do aglomerado de galáxias, uma equipe de astrônomos liderada por Boris S. Kalita, da Universidade de Paris, França, realizou um estudo de múltiplos comprimentos de onda deste aglomerado.

    Para este propósito, os astrônomos combinaram os dados do radiotelescópio ALMA, localizado no deserto do Atacama, e do telescópio espacial Hubble. O estudo foi complementado por conjuntos de dados do radiotelescópio Giant Metrewave, do telescópio XMM-Newton e do observatório de raios X Chandra.

    Como resultado desta campanha observacional, os pesquisadores identificaram várias regiões de emissão de jatos relativísticos em CLJ1449 + 0856. "A detecção de vários locais de jatos relativísticos no núcleo de um aglomerado está em total contraste com as contrapartes de baixo desvio para o vermelho, que predominantemente apresentam jatos relativísticos AGN [jatos nucleicos ativos galácticos]", explicaram os autores do artigo.

    A possível associação dessas fontes de jatos relativísticos com galáxias conhecidas devido à proximidade física de quatro entre seis desses objetos sem qualquer sobreposição permitiu aos astrônomos concluírem que eles são de fato jatos relativísticos AGN.

    A contribuição de energia dos seis novos jatos detectados foi estimada em pelo menos 120 tredecilhões erg/s. Isso é aproximadamente 25% da injeção de energia instantânea estimada anteriormente e de fluxos de saída de AGN e formação de estrelas.

    Em geral, os pesquisadores notaram que os resultados apontam para o acúmulo de gás no centro do aglomerado de galáxias e também sugerem um "estado estacionário" do aglomerado apresentando comportamento contrário à presença de núcleo resfriado.

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    Tags:
    Hubble, telescópio, radiotelescópio, evolução, jatos, astronomia, universo, galáxias
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