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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)
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    Os cientistas descobriram o que leva ao surgimento da "névoa cerebral" entre os infetados pela COVID-19, segundo estudo publicado na revista Cancer Cell.

    Especialistas do Centro Oncológico Memorial de Sloan-Kettering, Nova York, EUA, junto com seus colegas estudaram o líquido cefalorraquidiano de 18 pacientes com câncer que tiveram problemas neurológicos depois da infecção pelo novo coronavírus.

    A disfunção neurológica é caracterizada por tais sintomas como fadiga, perda de memória, desorientação e outras anomalias, que são chamadas de "névoa cerebral".

    "Descobrimos em pacientes inflamação e um nível alto de citocinas no líquido cefalorraquidiano, o que explica seus sintomas", explicou o pesquisador Jan Remsik.

    As citocinas são um tipo de moléculas sinalizadoras que mediam e regulam a imunidade, a inflamação e o processo de renovação celular do sangue.

    Em alguns casos, a COVID-19 provoca a produção excessiva destas moléculas e leva a assim à chamada tempestade de citocinas, o que representa uma ameaça para a vida.

    "A ideia é que o fluxo destas substâncias químicas no sistema imunológicos penetra no cérebro. Isso causa os sintomas observados de encefalopatia em pacientes, ou seja, danos no cérebro que levam à morte de neurônios", disse especialista.

    Os cientistas precisam de mais dados para descobrir a relação exata entre a COVID-19 e os efeitos neurológicos após infecção.

    O Brasil já registrou 10.551.259 casos, 254.942 mortes e 9.382.316 pacientes recuperados da COVID-19. No mundo há 114.099.454 casos confirmados, 2.531.489 óbitos e 64.442.231 pacientes recuperados do novo coronavírus.

    Tema:
    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)

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    Tags:
    câncer, cérebro, cientistas, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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