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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    Cientistas britânicos usaram aprendizado de máquina para avaliar a quantidade de diferentes tipos de coronavírus e suas combinações em animais. Os resultados mostraram que o risco de surgimento de novos coronavírus zoonoses, potencialmente perigosos para os humanos, é mais alto do que antes imaginado.

    Novos coronavírus podem surgir quando duas cepas diferentes infectam um animal simultaneamente, causando a recombinação do material genético do vírus em uma célula.

    Os cientistas britânicos estudaram que espécies de mamíferos são receptivas a diferentes coronavírus. Essa informação é necessária para entender onde poderia ocorrer a recombinação e surgimento de novas cepas do coronavírus, segundo estudo publicado na revista Nature Communications.

    Os pesquisadores analisaram ligações entre 411 cepas do coronavírus e 876 hospedeiros potenciais, usando aprendizado de máquina. Descobriu-se que espécies de mamíferos têm maior probabilidade de ser coinfectadas e, consequentemente, se tornarem hospedeiros potenciais para os novos coronavírus.

    A análise demonstrou existir pelo menos 11 vezes mais associações entre espécies de mamíferos e cepas do coronavírus do que demonstrado em observações empíricas, e cerca de 40 vezes mais espécies de mamíferos com quatro ou mais cepas do coronavírus do que era considerado.

    Por exemplo, a civeta-de-palmeira-africana e morcego-ferradura são hospedeiros de 32 e 68 diferentes coronavírus, respectivamente, sugerem os cientistas.

    Além disso, os pesquisadores identificaram as espécies de animais onde poderiam ocorrer a recombinação do SARS-CoV-2 e, consequentemente, a formação de novas cepas. Há 30 vezes mais espécies do que se considerava antes.

    Os hospedeiros potenciais do vírus incluem as espécies ligadas a surtos passados, como morcegos, civetas-de-palmeira-africana e pangolins, e também novos candidatos, como gatos, ouriços e coelhos.

    No entanto, a pesquisa é baseada em dados limitados sobre genoma de coronavírus e associações entre vírus e hospedeiro, então haveria erros sistemáticos para identificar as espécies de animais.

    Ainda assim, os resultados da pesquisa mostram definitivamente que a escala de geração de novos coronavírus entre animais selvagens e domésticos foi desestimada. A identificação de espécies com o risco potencialmente alto de geração de novas cepas do coronavírus é necessário para reforçar o controle de propagação de vírus zoonoses e garantir a prevenção de surgimento de novos coronavírus no futuro, reforçam especialistas.

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    morcego, animal, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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