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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    A vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca não é perfeita, mas terá um impacto enorme sobre a pandemia, disse hoje (11) o presidente-executivo da farmacêutica, que se comprometeu a aumentar o fornecimento de doses nos próximos meses.

    A vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e administrada em duas doses tem sido elogiada como "a vacina do mundo" porque é mais barata e mais fácil de distribuir que outros imunizantes de laboratórios concorrentes.

    No entanto, sua rápida aprovação na Europa e em outras partes do mundo, como o Brasil, gerou uma série de dúvidas sobre a posologia mais efetiva e o intervalo indicado entre as injeções.

    Filha do cônsul indiano no Rio de Janeiro, profissional da saúde da linha de frente, recebe dose de vacina da Oxford/AstraZeneca, no Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Bruna Prado
    Filha do cônsul indiano no Rio de Janeiro, profissional da saúde da linha de frente, recebe dose de vacina da Oxford/AstraZeneca, no Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2021

    Um estudo publicado na última segunda-feira (8) mostrou que a vacina da AstraZeneca é menos efetiva contra a variante do vírus SARS-CoV-2 detectado na África do Sul, que se está se espalhando com velocidade. Além disso, a companhia enfrenta uma disputa com a União Europeia pela demora no fornecimento das doses.

    "Ela é perfeita? Não é perfeita, mas é genial. Quem mais está fabricando 100 milhões de doses em fevereiro?", preguntou o presidente-executivo, Pascal Soriot, em uma coletiva de imprensa sobre a vacina, citado pela agência Reuters.

    "Vamos salvar centenas de milhares de vidas e essa é a razão pela qual trabalhamos todos os dias", acrescentou o dirigente da farmacêutica.

    A AstraZeneca assinalou que espera receber os dados de ensaios clínicos de sua vacina nos Estados Unidos antes do fim de março e que está confiante de que o imunizante pode oferecer uma proteção relativamente boa contra sintomas graves da COVID-19 no caso da variante sul-africana. Além disso, a farmacêutica anunciou que espera aumentar sua produção mensal de doses para 200 milhões em abril.

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    produção, Universidade de Oxford, vacinação, vacina, COVID-19
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