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    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)
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    A empresa farmacêutica com sede em Cambridge, Reino Unido, pode ser penalizada por Bruxelas caso se descubra que houve prioridade na entrega de doses de sua vacina ao país britânico.

    A União Europeia (UE) está em uma disputa com a farmacêutica AstraZeneca que recentemente cortou suas previsões de fornecimento de vacinas ao bloco.

    O contrato original entre a UE e a AstraZeneca, com valor de € 336 milhões (cerca de R$ 2,23 bilhões), prevê a entrega de 80 milhões de doses, mas o valor foi reduzido para 31 milhões, apesar de subir para 40 milhões, referiu no domingo (31) Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

    Avanço com as vacinas.

    AstraZeneca entregará nove milhões de doses adicionais no primeiro trimestre (40 milhões no total) em comparação com a oferta da semana passada, e começará as entregas uma semana antes do previsto.

    A empresa também expandirá sua capacidade de fabricação na Europa.

    Segundo Bruxelas, a empresa britânica-sueca, mas com sede em Cambridge, está favorecendo seu fornecimento a Londres.

    "Não estou dizendo que existe um problema, mas se existe um problema e que [eles] favoreceram outros destinos, outros países, por exemplo o Reino Unido em relação a nós, então defenderemos nossos interesses", disse Clément Beaune, secretário de Estado francês para Assuntos Europeus à Rádio J francesa no domingo (31), acrescentando que a empresa agora enfrenta "sérias acusações".

    "Se houve uma preferência concedida aos britânicos, então isso é um problema", disse. A resposta pode levar à UE impor penalidades "previstas pelo contrato" ou simplesmente recusar pedir doses suplementares.

    Peter Altmaier, ministro da Economia da Alemanha, também avisou em declarações ao jornal Die Welt que "se for verificado que empresas individuais não estão cumprindo suas obrigações, deve ser tomada uma decisão sobre as consequências legais".

    Fricções em torno das vacinas

    Oficiais da União Europeia têm apelado à AstraZeneca que desviem as vacinas fabricadas no Reino Unido para o bloco europeu, com o Brexit complicando as relações bilaterais e potencialmente favorecendo o fornecimento nacional para a empresa farmacêutica.

    A AstraZeneca, por sua vez, anunciou que honraria plenamente suas obrigações para com o governo britânico, e disse que os problemas nas fábricas europeias são a razão das queixas de Bruxelas.

    Isso levou a UE a impor controles de exportação das vacinas até pelo menos março, e até em considerar restringir os movimentos de mercadorias, incluindo vacinas, da UE para a Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, antes de ser forçada a recuar por protesto de Londres, Belfast e Dublin.

    Tema:
    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)

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    Suécia, Cambridge, Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Europa, República da Irlanda, Irlanda, Irlanda do Norte, União Europeia, Reino Unido, COVID-19
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