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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Cientistas dos EUA e China calcularam quantas pessoas vão ficar sem vacina contra o novo coronavírus no ano que vem devido a diferentes causas.

    Pesquisadores da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins analisaram pré-encomendas de vacinas contra a COVID-19 de diferentes países, publicando os resultados do estudo em dois artigos na revista The BMJ.

    Cerca de um quarto da população mundial não terá acesso à vacina contra novo coronavírus no próximo ano, devido a restrições de capacidade de produção, dificuldades de logística e falta de dinheiro para compra de vacina em países pobres.

    Autores revelaram que, até 15 de novembro de 2020, foram registradas encomendas de 7,48 bilhões de doses de vacinas ou 3,76 bilhões de cursos de vacinação contra COVID-19 de 13 produtores de vacinas que estão passando por testes clínicos.

    Um pouco mais da metade, 51% dessas doses serão entregues para países de alta renda, onde vivem cerca de 14% da população mundial.

    Sobra menos da metade das doses para países de baixa e média renda, mesmo constituindo mais de 85% da população mundial.

    Para obter parte das vacinas, países de renda baixa terão de pagar pela encomenda, vindo a depender muito de países de alta renda, que podem ou não compartilhar sua vacina.

    Pesquisadores calcularam que se todas as vacinas candidatas forem produzidas em massa, a capacidade de produção atingirá 5,96 bilhões de cursos de vacinação até o final de 2021, custando de US$ 6 a US$ 74 (de R$ 30,6 a R$ 378) por curso.

    Ainda se todos os produtores atingirem a capacidade de produção máxima e países de alta renda compartilharem vacinas com países de baixa renda, até 2022 pelo menos um quarto da população mundial não terá acesso à vacina contra coronavírus.

    Além disso, pesquisadores ponderam problemas na entrega de vacinas.

    No segundo estudo, os pesquisadores determinaram os grupos-alvo para vacinação, sendo esta determinação necessária para desenvolvimento de estratégias justas e igualitárias de distribuição de vacina em todo o mundo.

    "As variações em tamanho das populações-alvo dentro e entre as regiões sublinham a balança instável entre a demanda e a oferta da vacina, especialmente em países de baixa e média renda, sem potencial suficiente para cumprir a demanda doméstica da vacina contra COVID-19", de acordo com o artigo.

    Os pesquisadores sublinham que muito dependerá da estratégia de vacinação escolhida e seus objetivos principais em cada região ou país, por exemplo, manutenção de serviços médicos principais, diminuição da forma grave da COVID-19 ou fim da transmissão do vírus.

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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)

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    vacinação, vacina, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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