22:26 15 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)
    7313
    Nos siga no

    A previsão é imunizar inicialmente 51 milhões de pessoas dos grupos prioritários, mas datas não foram especificadas. Autoridades não usaram máscaras na cerimônia no Palácio do Planalto.

    O governo federal anunciou nesta quarta-feira (16) a nova versão do Operacionalização da Vacina Contra a COVID-19, informou o site G1, após já ter levado uma versão dele ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada por determinação da corte.

    Sem usar máscaras contra o novo coronavírus, falaram na cerimônia o secretário de Vigilância Sanitária, Arnaldo Medeiros, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello e o presidente Jair Bolsonaro.

    O documento prevê a vacinação primeiramente de grupos considerados prioritários por estarem mais expostos ao coronavírus ou serem mais vulneráveis à doença. 

    Segundo o governo, o plano prevê quatro grupos prioritários no total de 51 milhões de pessoas, que receberão duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeções, mas não especificou as datas. Isso vai exigir 108,3 milhões de doses. 

    Ainda de acordo com o governo, a vacinação no Brasil deve ser concluída em 16 meses: quatro meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 para imunizar a "população em geral".

    Primeiro a discursar, o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que o governo vai começar nesta quarta-feira (16) uma campanha de comunicação dividida em duas etapas.

    A primeira é voltada a "transmitir segurança à população" em relação à eficácia das vacinas que o Brasil vier a utilizar. A segunda etapa será o momento de chamar as pessoas para receber as doses.

    "Prepare-se e cuide-se porque o que nós queremos é um Brasil imunizado, porque somos todos uma só nação", disse Medeiros.

    CoronaVac na lista

    Inicialmente, o plano leva em conta apenas a vacina desenvolvida em parceria da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca. O Brasil tem acordo para receber 100 milhões de doses desse imunizante até julho.

    No segundo semestre, a previsão é de que a Fiocruz, parceira de Oxford e da AstraZeneca, produza 160 milhões de doses.

    Mas o governo informou que pretende comprar todas as vacinas avalizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Na cerimônia, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da Coronavac, do Instituto Butantan, de São Paulo, em uma lista chamada de "adesão do Brasil às vacinas". Dela fazem parte as seguintes vacinas: Oxford, Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen, além do consórcio da COVAX Facility, da OMS.

    A vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, tornou-se motivo de disputa entre o governo federal e o de São Paulo que anunciou vacinação a partir de 25 de janeiro.

    No total, o Ministério negocia a compra de 350 milhões de doses de imunizantes. Mas até o momento, ainda não chegou à Anvisa o pedido de registro de nenhuma vacina.

    Pazuello

    Depois de Arnaldo Medeiros, quem discursou foi o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O general fez um balanço da atuação do órgão que assumiu, interinamente, em maio, e efetivamente em setembro.

    "Eu não vejo nada de errado no que está acontecendo. Se tivesse visto, já teria corrigido", disse.

    Em seu discurso, Pazuello afirmou que não é preciso ter "ansiedade" e "angústia" sobre a vacinação.

    "Vamos levantar a cabeça. Acreditem. O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior sistema único de saúde do mundo, de ter o maior programa nacional de imunização do mundo, nós somos os maiores fabricantes de vacinas da América Latina. Pra que essa ansiedade, essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando", afirmou.

    O ministro também falou do futuro e de igualdade de tratamento para as 27 unidades da federação.

    "Todos os estados serão tratados igualmente. Vamos sair um país mais forte, uma democracia mais estável. E vamos ganhar essa guerra", concluiu.

    Bolsonaro

    Para finalizar os discursos, falou o presidente da República. Ele reconheceu que a pandemia da COVID-19 é algo que aflige o país.

    "Esse vírus nos afligiu desde o começo. Foram meses difíceis. Não sabemos ainda o que é esse vírus, mas estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta. Se algum de nós exagerou, foi no afã de buscar uma solução", explicou.

    Bolsonaro também citou união. Comentou que os 27 governadores do país tinham um mesmo objetivo, "o bem comum". Ele elogiou o ministro Pazuello, que "capitaneou essa liderança", o diretor da Agência Nacional e Vigilância Sanitária, e os parlamentares.

    "Todos têm responsabilidade [para vencer a pandemia]. Deputados e senadores nos ajudaram a votar projetos para socorrer estados e municípios. Vocês foram excepcionais", definiu.

    O presidente continuou dizendo que a imunização será "gratuita e voluntária".

    "Esse é um momento de entendimento e de paz. Brevemente estaremos na normalidade. A solução está por vir, peço a Deus que estejamos certos", concluiu o presidente.
    Tema:
    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)

    Mais:

    Governo federal quer que brasileiros assinem termo de responsabilidade para tomar vacina
    Infectologista diz que é 'temerário' estabelecer datas da vacinação contra a COVID-19 no Brasil
    Ministro Paulo Guedes defende vacinação contra COVID-19 para retomar crescimento do Brasil
    Tags:
    STF, Pfizer, Vacina CoronaVac, Anvisa, Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro, novo coronavírus, COVID-19
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar