01:12 26 Novembro 2020
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    Por meio de novas tecnologias de imagem, pesquisadores descobrem órgão humano até agora desconhecido.

    Cientistas do Instituto do Câncer dos Países Baixos relataram a descoberta de um novo órgão localizado na região da cabeça humana durante um exame em 100 pacientes, revela um comunicado da instituição.

    De acordo com os médicos, pacientes com câncer de próstata estavam sendo analisados com um novo tipo avançado de exame, chamado PSMA PET/CT. Ao procurar possíveis tumores, os médicos se depararam com um conjunto de glândulas salivares nunca antes visto. A descoberta aconteceu por acaso.

    "As pessoas têm três conjuntos de grandes glândulas salivares, mas não nesse lugar. Até onde sabemos, as únicas glândulas salivares ou mucosas na nasofaringe são microscopicamente pequenas e até mil delas estão uniformemente espalhadas por toda a mucosa. Por isso, imagine nossa surpresa quando as encontramos", explica o oncologista de radiação Wouter Vogel sobre o estudo publicado no portal ScienceDirect e na revista Radiotherapy and Oncology.

    As glândulas salivares produzem a saliva essencial para o funcionamento de nosso sistema digestivo, produzida maioritariamente pelas três principais glândulas salivares, conhecidas como parótidas, submandibulares e sublingual.

    As mil glândulas salivares estão localizadas ao longo da cavidade oral e do trato aerodigestivo, mas são geralmente muito pequenas para serem vistas sem um microscópio.

    A descoberta

    Entretanto, a equipe de pesquisadores encontrou em todos os 100 pacientes, na região atrás do nariz e acima do palato perto do centro da cabeça, o que parece ser um quarto par de glândulas maiores.

    Pesquisadores do Instituto do Câncer dos Países Baixos descobriram a localização de novas glândulas salivares. A seta azul indica as glândulas tubárias
    Localização da descoberta de novas glândulas salivares

    Segundo os cientistas, a razão pela qual esse órgão não tem sido noticiado até hoje é devido a uma localização anatômica pouco acessível, e o fato de tecnologias como ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética não terem a capacidade de imagem da PSMA PET/CT de detectar e visualizar uma estrutura tão encoberta.

    As glândulas recém-encontradas deverão ser um novo alvo a evitar durante tratamentos de radiação para pacientes com câncer, já que as glândulas salivares são altamente suscetíveis a danos da terapia e trazem complicações a pacientes quando atingidas.

    "Parece que eles podem ter descoberto algo interessante", comentou a patologista Valerie Fitzhugh, da Universidade de Rutgers, EUA, que não estava envolvida com o estudo, ao jornal The New York Times.

    "Se for real, pode mudar a forma como encaramos a doença nesta região", apontou.

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    Tags:
    The New York Times, Países Baixos, EUA
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