05:37 25 Outubro 2020
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    O SARS-CoV-2 pode sobreviver por até nove horas na pele humana, isso é quatro vezes mais do que o vírus da gripe pode sobreviver em nossas mãos ou rostos, relata novo estudo.

    Uma equipe da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, Japão, misturou amostras do novo coronavírus e do vírus influenza A com amostras de pele humana obtidas em autópsias 24 horas antes. Ambos os vírus se espalham por gotículas e contato humano.

    O vírus da gripe sobreviveu por aproximadamente 1,8 hora na pele, enquanto o SARS-CoV-2 viveu por até nove horas, significativamente mais longo do que a cela da gripe. Os resultados foram publicados na revista científica Clinical Infectious Diseases na semana passada.

    "Esses resultados indicam que o SARS-CoV-2 tem uma estabilidade marcadamente maior na pele humana do que o [vírus da influenza A]", escrevem os autores.

    Quando misturado com o muco de amostras do trato respiratório superior, o novo coronavírus viveu por cerca de 11 horas, enquanto o vírus da gripe viveu 1,69 hora.

    Os cientistas afirmam que informações sobre o tempo de sobrevivência do vírus na pele podem ajudar a desenvolver abordagens para prevenir a transmissão da doença por contato.

    Enfermeira aplica vacina contra gripe em unidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
    © Foto / Rodrigo Nunes/Divulgação/Ministério da Saúde
    Enfermeira aplica vacina contra gripe em unidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

    "A estabilidade da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) na pele humana permanece desconhecida, considerando os riscos da exposição viral em humanos […] Geramos um modelo que permite a reprodução segura de estudos clínicos sobre a aplicação de patógenos na pele humana e elucidamos a estabilidade do SARS-CoV-2 na pele humana", escrevem os autores no estudo.

    Lavar bem as mãos

    A equipe ressalta ainda a importância da lavagem das mãos, uma vez que ambos os vírus foram completamente inativados em 15 segundos por desinfetante para as mãos contendo álcool 80%.

    "Essas descobertas apoiam a hipótese de que a higiene adequada das mãos é importante para a prevenção da disseminação da SARS-CoV-2 […] Assim, este estudo pode contribuir para o desenvolvimento de melhores estratégias de controle no contexto do COVID-19 para prevenir a ocorrência da segunda ou terceira ondas desta pandemia", concluem os cientistas.

    Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda higienizar bem as mãos com sabão ou álcool em gel 60% a 95% por pelo menos 20 segundos.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no início de outubro (66)

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    Tags:
    álcool, gripe, COVID-19, novo coronavírus
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