16:09 27 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    361
    Nos siga no

    Cientistas relatam altos níveis de radiação na superfície do satélite natural da Terra. A agência espacial norte-americana NASA planeja enviar humanos de volta à Lua em 2024, incluindo a primeira mulher.

    Em janeiro de 2019, a sonda espacial chinesa Chang'e 4 pousou no lado oculto da Lua e realizou uma das primeiras medições dos níveis de radiação na superfície lunar.

    ​Primeiras medições da dose de radiação na Lua: na renomada revista Science Advances, cientistas chineses e alemães relatam pela primeira vez medições de radiação na Lua.

    Cientistas chineses e alemães analisaram os dados que a sonda coletou e os resultados são impressionantes. Os níveis de radiação da Lua são mais de 200 vezes maiores do que na Terra. Os resultados foram publicados na sexta-feira (25) na revista científica Science Advances.

    "Os níveis de radiação que medimos na Lua são cerca de 200 vezes maiores do que na superfície da Terra e de cinco a dez vezes maiores do que em um voo de Nova York a Frankfurt. Uma vez que os astronautas ficariam na Lua por muito mais tempo do que os passageiros de um voo, isso representa uma exposição considerável para os humanos", afirma em comunicado Robert Wimmer-Schweingruber, professor de física da Universidade de Kiel, na Alemanha, e coautor do estudo.

    Presença 'sustentada' na Lua

    Saber como a radiação na Lua afeta o corpo humano será fundamental para missões de longo prazo. A próxima geração de astronautas dos EUA deverá retornar à Lua em 2024, incluindo a primeira mulher. E em 2028, a NASA espera estabelecer uma "presença sustentada" no satélite natural.

    Astronauta Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar, caminha sobre a superfície da Lua durante a atividade extraveicular da missão Apollo 11
    © AP Photo / NASA / Neil Armstrong
    Astronauta Buzz Aldrin na Lua
    "Nós, humanos, não fomos feitos para suportar a radiação espacial. No entanto, os astronautas podem e devem se proteger tanto quanto possível durante estadias mais longas na Lua", garante Wimmer-Schweingruber.

    Uma missão ao Planeta Vermelho provavelmente levaria de dois a três anos e exporia os astronautas a níveis de radiação sem precedentes, mas os cientistas já estão calculando os perigos. "Por exemplo, se uma missão tripulada partir para Marte, as novas descobertas nos permitem estimar com antecedência a exposição à radiação prevista", explica o professor da Universidade de Kiel.

    Mais:

    NASA planeja instalar reator nuclear na Lua para missões duradouras
    Sonda da NASA descobre evidências de 'gelo fresco' na parte norte de lua de Saturno (VÍDEO)
    Fantástico processo de formação da Lua é revelado pela NASA
    Arquivos trazem à tona plano da URSS de manter 3 cosmonautas na Lua por 20 dias
    Tags:
    Marte, Universo, Sol, Lua, radiação
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar