05:52 30 Outubro 2020
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    Pesquisadores identificaram que longos períodos no espaço podem acarretar mudanças em alguns setores do cérebro.

    Cientistas da Austrália, Bélgica, Alemanha e Rússia estudaram a estrutura cerebral de 11 cosmonautas que passaram em média 171 dias seguidos na Estação Espacial Internacional. Cada um passou por ressonância magnética com difusão por três vezes, uma antes do voo ao espaço e duas depois do retorno ao planeta, divulga o estudo publicado na Science Advances.

    Os pesquisadores envolvidos afirmam que o uso de métodos de neuroimagem permite identificar mudanças estruturais e funcionais do cérebro após voos ao espaço.

    Cérebro humano dentro da caixa de vidro na exposição em São Paulo, agosto 2009.
    © AFP 2020 / MAURICIO LIMA
    Cérebro humano dentro da caixa de vidro na exposição em São Paulo, agosto 2009

    Nomeadamente, como resultado de se encontrarem em um ambiente de gravidade zero por determinado período, a distribuição das matérias branca e cinzenta do cérebro se altera. Além disso, ocorre um aumento dos ventrículos cerebrais, onde passa a se concentrar mais líquido cefalorraquidiano.

    De acordo com a opinião dos especialistas, desta forma o sistema nervoso se adapta à gravidade zero e aumenta a pressão sobre certas áreas do cérebro responsáveis inclusive pelo controle de movimentos. O estudo conclui que, após sete meses na Terra, os cosmonautas retomam o quadro anterior ao do período passado no espaço.

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    Tags:
    espaço, ciência, cosmonauta, astronauta, cérebro
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