03:43 20 Outubro 2020
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    Descobertas contradizem senso comum de que ventos estelares seriam esféricos, assim como as estrelas de onde vêm. Estrelas e planetas mudam a forma do vento estelar e criam padrões únicos.

    Astrônomos realizam uma série de observações de ventos estelares em torno de estrelas envelhecidas e como resultado apresentaram uma explicação para as formas das nebulosas planetárias.

    A equipe descobriu que os ventos estelares não são esféricos, mas têm um formato semelhante ao das nebulosas planetárias. Dessa forma, os astrônomos concluíram que a interação com uma estrela ou exoplaneta molda tanto os ventos estelares quanto as nebulosas planetárias. Os resultados foram publicados na revista científica Science.

    ​As nebulosas planetárias têm morfologias complexas, incluindo anéis, espirais e características bipolares, mas o que impulsiona essas formas? Decin e sua equipe mostram que elas são produzidos por interações binárias com ventos estelares na fase anterior da evolução estelar.

    "Percebemos que esses ventos são tudo menos simétricos ou redondos […]. Alguns deles são bastante semelhantes em forma às nebulosas planetárias", explica ao portal ZME Science Leen Decin, principal autor do estudo.

    Discos, espirais e cones

    A equipe de Decin observou ventos estelares ao redor de estrelas gigantes vermelhas frias com a ajuda do conjunto de 66 antenas do rádio-observatório do Atacama ALMA, no Chile. Dessa forma, os astrônomos conseguiram reunir uma coleção grande e detalhada de observações, cada uma feita usando o mesmo método. Isso foi crucial para poder comparar diretamente os dados.

    Os cientistas conseguiram identificar diferentes categorias de formas. "Alguns ventos estelares eram em forma de disco, outros continham espirais e, em um terceiro grupo, identificamos cones", comenta Decin.

    Até agora, os cálculos sobre a evolução das estrelas baseavam-se na suposição de que estrelas envelhecidas, como o Sol, têm ventos estelares esféricos. "Nossas descobertas mudam muito. Como a complexidade dos ventos estelares não foi considerada no passado, qualquer estimativa anterior da taxa de perda de massa de estrelas antigas pode estar errada por até um fator de dez", sublinha o astrônomo.

     A equipe está agora fazendo pesquisas adicionais para entender como isso pode impactar os cálculos de outras características cruciais da evolução estelar e galáctica.

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    Tags:
    Chile, Sol, Universo, Via Láctea, Ricardo de Palma
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