11:46 14 Agosto 2020
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    Pesquisadores que estavam revisando imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble fizeram uma descoberta impressionante ao encontrarem um grande número de imagens fornecendo uma visão detalhada da divisão de duas nebulosas planetárias.

    Uma nebulosa planetária é o resultado de uma estrela perdendo suas camadas mais externas, quando o combustível que está sendo queimando acabou, muitas vezes assumindo a forma de um anel ou bolha depois que os gases da estrela são expandidos no espaço.

    Os pesquisadores de nebulosas planetárias concentraram a atenção na NGC 6302 e na NGC 7027.

    Embora as imagens de ambas as nebulosas já tenham sido anteriormente captadas pelo Hubble, nenhuma das nebulosas havia sido vista através da Wide Field Camera 3 do telescópio espacial da NASA, que permite captar fotos através de um espectro de luz desde o ultravioleta próximo até o infravermelho próximo.

    "Estas novas observações do Hubble com diversos comprimentos de onda fornecem a visão mais abrangente até o momento de ambas as nebulosas espetaculares [...] Ao baixar as imagens, eu me senti como uma criança em uma loja de doces", afirmou Joel Kastner, líder da pesquisa.

    As novas fotos da NGC 6302, também conhecida como Nebulosa Borboleta, já que seu gás em expansão se parece com as asas de uma borboleta, mostraram seus fluxos de gás em forma de S opostos quando funcionários utilizaram o filtro do telescópio para captar emissões infravermelhas próximas de átomos de ferro ionizados.

    Bruce Balick, membro do grupo de pesquisadores, explicou no comunicado que acompanha a liberação das imagens da NASA que as emissões detectadas eram resultado de uma "colisão energética entre os ventos mais lentos e os ventos mais rápidos das estrelas".

    "Frequentemente é visto em remanescentes de supernovas, núcleos galácticos ativos e jatos de estrelas recém-nascidas, mas é muito raramente visto em nebulosas planetárias", afirmou.

    A NGC 7027, que tem uma aparência arredondada, brilhante e metálica, sofreu grandes mudanças, possivelmente por devorar uma estrela companheira, já que foi detectado o surgimento de um novo padrão, sugerem os especialistas.

    "Em alguns aspectos, as mudanças nesta nebulosa são ainda mais dramáticas do que as da Borboleta [...] Algo deu errado exatamente no centro recentemente, produzindo um novo padrão de folha de trevo, com projéteis de material sendo disparados em direções específicas", explicou Kastner.

    Os pesquisadores, que publicaram as novas descobertas na revista Galaxies, esperam que estas imagens ajudem os cientistas a compreenderem e analisarem melhor os eventos ocorridos nas nebulosas planetárias em evolução.

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