06:19 23 Outubro 2020
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    Coronavírus no mundo em meados de agosto (58)
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    Além das preocupações de saúde normais, o ato de fumar cigarros também tem riscos que se aplicam à variedade eletrônica. Estudos anteriores já demonstravam correlação positiva entre a prática e a COVID-19.

    Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade da Califórnia, ambas nos EUA, encontrou conexões "surpreendentes" entre o cigarro normal, o cigarro eletrônico e a doença do coronavírus (COVID-19) em jovens adultos, relata o canal NBC News.

    O estudo, publicado na terça-feira (11) na revista Journal of Adolescent Health pela Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, descobriu que os jovens adultos que usam regularmente cigarros eletrônicos e cigarros regulares têm pelo menos cinco vezes maior probabilidade de serem vulneráveis a contrair a doença.

    "A COVID-19 está associada ao uso exclusivo de cigarros eletrônicos por jovens e ao uso combinado de cigarros eletrônicos e cigarros [normais], sugerindo a necessidade de triagem e educação", de acordo com o estudo.

    Com base em pesquisas com 4.351 participantes de idades entre 13 e 24 anos nos EUA, o estudo descobriu que os jovens adultos que fumam ou usam cigarros eletrônicos tinham de cinco a sete vezes maior probabilidade de serem infectados por um vírus respiratório do que os não fumantes.

    "Ficamos surpresos", garante Bonnie Halpern-Felsher, professora de pediatria na Universidade de Stanford e coautora do estudo, citada pelo NBC News. "Esperávamos talvez ver alguma relação [...] mas certamente não nas proporções de probabilidade e no significado que estamos vendo aqui."

    A equipe de pesquisa afirmou que a ligação entre o uso de cigarros eletrônicos e a COVID-19 poderia ser explicada pelo fato de que o uso de cigarros eletrônicos ser conhecido por prejudicar os pulmões e que o aerossol produzido pelos cigarros eletrônicos pode conter gotículas do vírus.

    Anteriormente, um estudo publicado em maio descobriu que fumar fortalece o receptor ACE2, que o vírus SARS-CoV-2 usa para entrar em células humanas. Além disso, em julho outro estudo chegou à conclusão de que o ato de fumar, entre outros, aumenta em duas vezes o risco de contrair o novo coronavírus em jovens adultos.

    "Este é mais um caso que mostra que os cigarros eletrônicos são prejudiciais à nossa saúde, ponto final", concluiu Halpern-Felsher.

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    Tags:
    Universidade da Califórnia, Universidade de Stanford, EUA, NBC News, COVID-19
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