04:49 28 Setembro 2020
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    Pesquisadores descobriram um novo tipo de "formiga do inferno" em uma "máquina do tempo" rara, pois é difícil encontrar momentos de predação tão antigos. Além disso, o achado confirma a evolução das formigas.

    Paleontólogos encontraram um fóssil com uma formiga extinta com 99 milhões de anos, que estava prendendo uma presa, semelhante a uma barata, usando a mandíbula. Essa descoberta foi publicada na quinta-feira (6) na revista científica Current Biology.

    "O comportamento fossilizado é extremamente raro, especialmente na predação", comenta Phillip Barden, que estuda a evolução social dos insetos no Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (NJIT, na sigla em inglês), EUA.

    "[...] Ver um predador extinto apanhado no ato de capturar sua presa é inestimável".

    Como explica o portal EurekAlert, trata-se de uma "formiga do inferno" pré-histórica do período Cretáceo, chamada Ceratomyrmex ellenbergeri, notando que as partes da boca dessas "formiga do inferno" são diferentes das de quase todos os insetos vivos atualmente.

    Pesquisadores descobrem uma formiga do inferno trabalhadora Ceratomyrmex ellenbergeri agarrando uma ninfa Caputoraptor elegans (Alienoptera) conservada em âmbar de 99 milhões de anos
    Formiga infernal Ceratomyrmex ellenbergeri em âmbar com 99 milhões de anos

    Ao contrário das formigas e outros hexápodes modernos, que usam mandíbulas que se deslocam em eixo horizontal, era teorizado que as "formiga do inferno", encontradas até hoje em Mianmar, Canadá e França, usavam sua mandíbula inferior para se deslocar para cima, e prendiam suas presas à raquete em forma de chifre mais acima, mas só agora os pesquisadores confirmaram essa hipótese.

    As "formigas do inferno" tinham maior dificuldade em deslocar suas cabeças e provavelmente se alimentavam das presas com a cabeça inclinada para baixo, enquanto as formigas atuais têm as cabeças apontadas para a frente, podendo até olhar para cima e ao redor.

    Apesar de precederem o ancestral mais comum das formigas modernas, as "formigas do inferno" possuíam alta diversidade. Algumas dessas espécies foram encontradas em âmbares usando bocas com espinhos, provavelmente para beber o sangue de suas vítimas.

    "Desde que a primeira 'formiga do inferno' foi desenterrada há cerca de 100 anos, tem sido um mistério saber por que esses animais extintos são tão diferentes das formigas que temos hoje", comenta Barden.

    Os cientistas identificaram até hoje cerca de 12.500 formigas. Acredita-se que existem mais cerca de dez mil espécies de formigas sem nome.

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    Tags:
    Canadá, Mianmar, Período Cretáceo, França, China, EUA
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