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    Coronavírus no mundo no início de agosto (36)
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    Cientistas dos EUA, China, Bélgica e Reino Unido acreditam, após análise genética, que diversos vírus da mesma linhagem do SARS-CoV-2 circularam por décadas em morcegos.

    Para chegar a tal conclusão, os cientistas determinaram as origens evolutivas da linhagem do coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela atual pandemia de COVID-19.

    Estudando os genes do vírus e codificando seu ácido ribonucleico (RNA, na sigla em inglês), concluiu-se que o atual coronavírus possui parentesco com um tipo de coronavírus de morcego conhecido como RaTG13.

    Ao mesmo tempo, os cientistas analisaram os genes responsáveis do chamado domínio de ligação ao receptor (RBD, na sigla em inglês) da proteína spike (espigão) do coronavírus, que lhe permite se acoplar com o receptor ACE2 das células humanas, dando início à infecção.

    Foi descoberto que esta parte do RBD é geneticamente mais similar ao coronavírus Pangolin-2019 do que ao RaTG13 dos morcegos, apontou o estudo publicado no portal científico Nature.

    Segundo o especialista Maciej F. Boni, do Departamento de Biologia da Universidade da Pensilvânia, EUA, existem diversas possíveis explicações desta semelhança, publicou a Live Science.

    A primeira aponta para a possibilidade do SARS-CoV-2 ter desenvolvido sua capacidade de se propagar aos humanos a partir de pangolins. Contudo, tal hipótese seria pouco provável devido à baixa semelhança entre o coronavírus dos pangolins e o SARS-CoV-2.

    Desta forma, chegou-se à conclusão de que os genes da proteína, ou seja, a capacidade do SARS-CoV-2 infectar os humanos, vieram de um vírus ancestral comum.

    Desta forma, os três tipos de coronavírus SARS-CoV-2, RaTG13 e o Pangoli-2019 possuem o mesmo ancestral.

    SARS-CoV-2 é mais antigo do que se pensava

    Ainda segundo os cientistas, a linhagem que teria dado lugar aos três coronavírus existe há mais de um século.

    Em algum momento da evolução, o vírus Pangolin-2019 divergiu da linhagem única e depois, nos anos 1960 ou 1970, esta se dividiu em duas, criando o RaTG13 e o SARS-CoV-2.

    "A linhagem do SARS-CoV-2 circulou em morcegos durante 50 ou 60 anos antes de passar aos humanos" e, em algum momento no final de 2019, "alguém acabou tendo a má sorte" de entrar em contato com ele, afirmou Boni.

    Além disso, os cientistas não descartam a possibilidade de haver outras linhagens do coronavírus oriundas do mesmo ancestral centenário.

    "A pergunta é: será que há meia dúzia destas linhagens, 20, ou 100? Ninguém sabe. Mas é provável que haja outros vírus por aí escondidos em morcegos que podem propagar-se aos humanos", disse Boni.

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    Tags:
    pandemia, morcego, genética, Reino Unido, EUA, Bélgica, COVID-19, novo coronavírus
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