14:18 28 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 10
    Nos siga no

    Uma equipe internacional de cientistas descobriu, através das observações da corrente de Fênix, vestígios de estrelas antigas destruídas pela Via Láctea.

    A corrente de Fênix é composta por vestígios de um aglomerado globular muito antigo que foi dilacerado pela gravidade da Via Láctea há 2 bilhões de anos, de acordo com uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Sydney, na Austrália.

    Aglomerados globulares são aglomerações de estrelas muito antigas, mantidas juntas pela atração gravitacional mútua em forma esférica de 100 a 200 anos-luz de diâmetro.

    As aglomerações estão entre as estruturas estelares mais antigas observadas no Universo, sendo relíquias dos primeiros tempos de formação de galáxias.

    O aglomerado progenitor da corrente de Fênix teve um ciclo de vida bastante diferente dos aglomerados globulares que vemos hoje.

    À esquerda, uma representação artística do fino fluxo de estrelas arrancadas do aglomerado globular Fênix, envolvido em torno da Via Láctea. À direita, estrelas gigantes vermelhas escolhidas para medir composição química do aglomerado globular de Fênix
    À esquerda, uma representação artística do fino fluxo de estrelas arrancadas do aglomerado globular Fênix, envolvido em torno da Via Láctea. À direita, estrelas gigantes vermelhas escolhidas para medir composição química do aglomerado globular de Fênix

    "Os vestígios do aglomerado globular que compõe a corrente de Fênix foram rompidos há muitos bilhões de anos, mas felizmente retêm a memória de sua formação durante os primeiros estágios do Universo que conseguimos interpretar graças à composição química de suas estrelas", afirmou dr. Ting Li, astrônomo dos Observatórios do Instituto Carnegie para a Ciência, da Universidade de Princeton e do Instituto Kavli de Física Cosmológica da Universidade de Chicago.

    Representação artística da corrente de Fênix
    Representação artística da corrente de Fênix
    "Ficamos bastante surpresos ao revelar que a corrente de Fênix tinha uma metalicidade muito baixa, o que a torna muito diferente de todos os outros aglomerados globulares na galáxia", explicou Zhen Wan, principal autor do estudo e estudante de pós-doutorado da Universidade de Sydney, na Austrália, escreve portal Nature.

    O fato de a corrente de Fênix ter pouca presença de elementos mais pesados que hidrogênio e hélio confirma as previsões teóricas de que a Via Láctea já abrigou uma população de aglomerados globulares extremamente pobres em metais.

    Mais:

    Hubble tira FOTO de galáxia com 'núcleo' vazio a 67 milhões de anos-luz de distância
    Explosão termonuclear lança anã branca em alta velocidade pela Via Láctea
    Galáxia 'fantasma' dá informação inédita sobre formação de buracos negros supermassivos (FOTO)
    Tags:
    galáxia, galáxias, Via Láctea, Universo, estrelas
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar