03:38 04 Agosto 2020
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    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)
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    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira (22) que, apesar de avanços nas pesquisas, uma vacina para a COVID-19 só deverá surgir no início de 2021. 

    Atualmente, uma série de vacinas estão em estudo pelo mundo, algumas em sua fase final, quando a substância é testada em humanos. No entanto, a entidade alertou que as primeiras doses só deverão começar a ser fornecidas no início do ano que vem. 

    "Realisticamente, estaremos na primeira parte do ano que vem antes de começarmos a ver pessoas sendo vacinadas", disse Mike Ryan, diretor e especialista em emergências da OMS, segundo a agência Reuters. "Estamos fazendo um bom progresso", acrescentou. 

    O especialista ressaltou que, enquanto a vacina não chega, é preciso conter a disseminação do novo coronavírus. Nos últimos dias a entidade vem registrando recorde de novos casos da COVID-19. 

    Vacina de Oxford vem obtendo êxito

    Um dos estudos mais avançados do mundo no momento é de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e que começou a ser testada em vários países, entre eles o Brasil. O êxito no desenvolvimento da substância fez surgir especulações de que a vacina poderia começar a ser distribuída ainda neste ano. 

    Segundo a instituição britânica, análises mostraram que a vacina protege o corpo conta a COVID-19 tanto com anticorpos como com células T, outro mecanismo de defesa contra vírus.

    Além disso, doses de vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech, que fez parceria com o Instituto Butantan, chegaram a São Paulo na segunda-feira (20) para início de testes em voluntários.

    ​Balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 166 vacinas estão em desenvolvimento contra o coronavírus. Destas, 24 começaram ou estão prontas para início da fase clínica, que é a etapa de testes em humanos, sendo que cinco estão mais avançadas, com grande número de voluntários. 

    'São para todo mundo'

    Somente depois disso é que uma vacina pode ser registrada e liberada para comercialização. Nesse sentido, Mike Ryan alertou que o produto desenvolvido deverá ser fornecido para toda a população mundial. 

    "Devemos ser justos em relação a isso, porque isso é um bem global. Vacinas para essa pandemia não são para os ricos, não são para os pobres, elas são para todo mundo", disse. 
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    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)

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    Tags:
    pesquisa, Universidade de Oxford, São Paulo, Instituto Butantan, pandemia, China, Brasil, saúde, OMS, vacina, COVID-19, novo coronavírus
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