22:42 11 Agosto 2020
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    Um restaurador de vídeos criou um algoritmo que usa vídeos com poucos frames e cria imagens "falsas", que, no entanto, parecem naturais por serem uma "média" dos frames circundantes.

    As imagens existentes dos desembarques dos astronautas do programa Apollo da NASA, agência espacial norte-americana, na Lua são emocionantes, mas de baixa qualidade, aponta o portal Universe Today.

    Um especialista em restauração de fotos e filmes, conhecido como DutchSteamMachine, criou um algoritmo de inteligência artificial (IA) com o objetivo de criar a melhor versão possível dos vídeos das famosas missões espaciais. O editor de imagens disponibilizou os resultados em seu canal no YouTube, bem como imagens adicionais em uma página no Flickr.

    "Primeiro, procurei os vídeos na mais alta qualidade, que felizmente encontrei em arquivos de 720p, com alta taxa de bits", explicou.

    Segundo o especialista, a maior parte dos vídeos foram gravados com 12, 6 ou mesmo um frame por segundo, o que resulta em imagens "instáveis".

    Com o algoritmo, o especialista criou falsos frames com um processo de interpolação. Dessa forma, o editor de imagens escolhe dois frames e, dependendo da quantidade de fluidez que quiser inserir, pede ao algoritmo de IA que crie cinco frames "intermediários", por exemplo. Nesse caso, um vídeo de 12 frames passa a ter 60 na versão final.

    O processo é semelhante ao aplicativo SmoothVideo Project (SVP, na sigla em inglês), que cria em tempo real frames intermediários à medida que um vídeo é reproduzido, bem como o projeto Spirton.

    Além das restaurações "fluidas" de vídeos das missões Apollo e outros, o especialista publicou um vídeo em que mostra como realiza o processo de interpolação.

    No entanto, adverte o editor de imagens, o processo é altamente intensivo, pois requer uma placa gráfica poderosa, bem como ventiladores de resfriamento especiais. Segundo afirmou, um vídeo de apenas cinco minutos pode levar de seis a 20 horas para ser concluído.

    Significado do empreendimento

    O especialista holandês também se mostrou satisfeito com a reação ao seu trabalho.

    "É ótimo ler as reações das pessoas às minhas filmagens", garantiu. "Então, quando as pessoas postam coisas como: 'Uau! Isto é incrível! Eu nunca tinha visto isto antes', isso me faz continuar."

    O especialista possui uma página no site Patreon, onde seu trabalho pode ser apoiado, com a recompensa de extras, acesso antecipado, prévias do próximo trabalho, bem como uma chance de fazer perguntas sobre o processo para quem decide apoiar.

    "Eu queria realmente proporcionar uma experiência nesta filmagem antiga que nunca tinha sido vista antes", revelou ele à mídia.

    Até hoje, a NASA tentou restaurar e melhorar algumas das filmagens mais populares da Apollo, mas algumas delas continuam sendo granulosas ou desfocadas.

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    Tags:
    YouTube, NASA, Apollo
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