22:50 15 Julho 2020
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    Segundo pesquisadora, a busca por rajadas rápidas de rádio nos ajuda a aprender mais sobre as galáxias de onde vieram esses sinais.

    No ano passado, cientistas conseguiram rastrear a galáxia de origem de uma das chamadas rajadas rápidas de rádio (FRB, na sigla em inglês). Uma equipe de pesquisadores liderada pela astrofísica Shivani Bhandari, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO, na sigla em inglês) na Austrália, conseguiu realizar um feito semelhante com três outros sinais desse tipo, escreveu na segunda-feira (1º) o portal Science Alert.

    Segundo a mídia, embora a distância de bilhões de anos-luz entre nossa galáxia e as galáxias nas quais os sinais se originaram torne virtualmente impossível identificar os objetos individuais que produziram essas FRB, as descobertas da equipe permitiram que os cientistas reduzissem o número de possíveis fontes desses sinais.

    "Essas rajadas rápidas de rádio localizadas com precisão vieram da periferia de suas galáxias de origem, eliminando a possibilidade de terem algo a ver com buracos negros supermassivos", disse Bhandari.

    Além disso, há indicações que as galáxias em questão são algo parecidas com a galáxia Via Láctea, o que ajuda a restringir ainda mais a busca, com a astrofísica Elaine Sadler, da CSIRO, dizendo que "modelos como a fusão de objetos compactos como anãs brancas ou estrelas de nêutrons, ou erupções de magnetares criados por tais fusões, ainda parecem bons".

    "Tal como fazer videochamadas com colegas nos mostra as casas deles e nos dá alguma visualização sobre suas vidas, olhar para as galáxias hospedeiras de rajadas rápidas de rádio ajuda-nos a entender suas origens", observou ela.

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    Tags:
    Via Láctea, Austrália
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