20:37 30 Outubro 2020
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    Há décadas, astrônomos têm ciência de que metade da matéria no Universo está "desaparecida". Hoje, uma nova geração de pesquisadores pode estar mais perto de revelar este mistério do espaço.

    Através de observações, pesquisadores foram capazes de calcular quanta matéria existia antes do Big Bang. Contudo, o resultado apresentava um problema – havia uma grande discrepância entre quanta matéria deveria haver, e quanto era possível identificar, revela publicação do portal Newsweek.

    Acredita-se que a matéria que falta está localizada no espaço intergaláctico – nos vazios entre galáxias – e cientistas estão usando diferentes técnicas para localizá-la.

    No ano passado, por exemplo, pesquisadores, usando o observatório de raios X Chandra, afirmaram ter rastreado este mistério, sugerindo que a matéria estaria recolhida em enormes filamentos de gás nestes espaços vazios.

    Representação artística fornecida pela NASA mostra estrela sendo engolida por buraco negro
    © AP Photo / NASA/Observatório de raios-X Chandra/M.Weiss via AP
    Representação artística fornecida pela NASA mostra estrela sendo engolida por buraco negro

    Em um estudo publicado na revista Nature, astrônomos liderados por Jean-Pierre Macquart, da Universidade Curtin (Austrália), usaram rajadas rápidas de rádio (FRB, na sigla em inglês) – misteriosos sinais do espaço profundo – para identificar a matéria em falta.

    "A partir de medições do Big Bang sabemos quanta matéria existia no começo do Universo", comentou Macquart. "Porém, quando olhamos o Universo atual, não podemos encontrar metade do que deveria estar lá [...]."

    Pesquisadores envolvidos no estudo foram capazes de usar estas rajadas de rádio como "estações espaciais de pesagem". A medição das distâncias entre as rajadas rápidas de rádio os possibilitou desvendar a densidade do Universo. "As rajadas rápidas de rádio e suas localizações em galáxias distantes foram as principais descobertas necessárias para resolver este mistério", afirmou J. Xavier Prochaska, um dos autores envolvidos no estudo.

    A radiação destas rajadas está espalhada pela matéria desaparecida do Universo "da mesma forma que se observa a luz do sol se separar e um prisma", agregou Macquart.

    O cálculo da quantidade de matéria observada nas rajadas rápidas de rádio se encaixa nas observações do Universo anterior ao Big Bang. "A exatidão entre modelo e dados é fantástica", salientou a equipe de pesquisadores.

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    Tags:
    ciência, Big Bang, astronomia, universo, espaço
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