12:24 09 Agosto 2020
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    Misteriosas estrelas extremamente quentes, escondidas em aglomerados estelares, não só estão cobertas de manchas magnéticas como também se encontram à beira de morte prematura alterando seu brilho em ciclos de dias ou semanas.

    Uma equipe internacional de astrônomos descobriu manchas gigantes na superfície de estrelas extremamente quentes que estão escondidas em aglomerados estelares distantes. Estes corpos celestes não só estão cobertos de manchas, mas também apresentam supererupções – explosões que liberam milhares de vezes mais energia que as erupções solares.

    A descoberta das enormes manchas ajudará os astrônomos a entender melhor estas enigmáticas estrelas que podem ser a chave para decifrar outros mistérios da astronomia.

    Equipe de cientistas liderada por Yazan Momany, do Instituto Nacional de Astrofísica do Observatório de Pádua (Itália), observou uma variedade particular de estrelas conhecida como estrela do ramo horizontal extremo (EHB, na sigla em inglês), que são estrelas muito quentes de coloração azul com características peculiares que não são completamente entendidas.

    Os astros luminosos que pertencem a esta categoria são objetos com cerca da metade da massa do Sol, mas são entre quatro e cinco vezes mais quentes.

    ​Graças aos telescópios do Observatório Europeu do Sul, astrônomos descobriram manchas gigantes na superfície de estrelas extremamente quentes escondidas em aglomerados estelares chamadas estrelas do ramo horizontal extremo. Esta animação mostra como poderia ser um destes objetos e sua enorme mancha esbranquiçada.

    As manchas em estrelas do ramo horizontal extremo parecem ser muito diferentes das manchas escuras do Sol, mas também são provocadas por campos magnéticos. As referidas manchas são mais quentes e brilhantes que a superfície estelar circundante, ao contrário do que acontece no Sol, onde as regiões escuras são mais frias que a superfície.

    Além das variações de brilho devidas às manchas, os cientistas também descobriram um par de estrelas EHB que tinham súbitas explosões de energia ou as chamadas supererupções, mais um sinal de presença de um campo magnético, revela portal EurekAlert.

    "São semelhantes às explosões que ocorrem no Sol, mas dez milhões de vezes mais energéticas", disse Henri Boffin, coautor do estudo e astrônomo do Observatório Europeu do Sul. "Tal comportamento não era esperado e realça a importância dos campos magnéticos para explicar as propriedades destas estrelas."

    Esta descoberta única pode ajudar a explicar a origem dos fortes campos magnéticos em anãs brancas – objetos que representam a fase final da vida das estrelas semelhantes ao Sol.

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    Tags:
    Universo, Sol, campo magnético, estrelas, erupção solar, estrela anã
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