04:34 15 Julho 2020
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    Uma família de manchas solares, manchas escuras que parecem sardas na face do Sol e representam áreas de campo magnéticos, exibiu o maior clarão solar desde 2017.

    Apesar de as manchas solares ainda não serem visíveis, a sonda da NASA avistou as labaredas logo acima delas. Nos últimos meses as explosões têm sido fracas, entretanto os especialistas estão observando o novo aglomerado para acompanhar seu crescimento ou desaparecimento.

    A NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) rastreiam as manchas solares para determinar e prever o progresso do ciclo solar, bem como a atividade solar.

    Atualmente, os cientistas estão atentos ao número de manchas solares, já que ele é essencial para determinar as datas do mínimo solar, que é o início do ciclo solar 25.

    O ciclo solar 25 pode ter início dentro de seis meses. Dessa forma, podemos já estar vivendo este período, ou nos aproximando cada vez mais.

    Imagem da atividade solar
    Imagem da atividade solar

    Este ciclo solar é baseado no campo magnético, que gira a cada 11 anos, quando seus polos magnéticos, norte e sul, trocam de lugar. Estes polos mudam apenas quando o campo magnético está mais fraco, momento conhecido como mínimo solar.

    O mínimo solar é responsável por controlar as manchas solares, erupções solares e a massa coronal. Além disso, ele tende a diminuir a radiação ultravioleta, sendo que o efeito disso atinge a estratosfera, que encolhe levemente, reduzindo os atritos com satélites. Enquanto isso, a temperatura permanecerá praticamente inalterada.

    No dia 29 de maio, uma erupção solar relativamente pequena de classe M irrompeu destas manchas solares. As explosões solares são explosões poderosas de radiação. Apesar de a radiação prejudicial de um clarão não poder passar pela atmosfera terrestre e afetar fisicamente os humanos, ela pode perturbar a camada atmosférica onde os sinais de GPS e comunicações viajam.

    Agora, os cientistas seguem observando o fenômeno para confirmar se o Sol está realmente começando a acordar.

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    Tags:
    NASA, atividade solar, explosão, atmosfera, Sol
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