00:21 15 Agosto 2020
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    A gigante vermelha pertence à segunda geração de estrelas, formadas há cerca de 13,8 bilhões de anos.

    Uma equipe de pesquisadores liderada por Thomas Nordlander, da Universidade Nacional Australiana, encontrou em julho de 2019 uma das mais antigas estrelas gigantes vermelhas já observadas, publicando os resultados da pesquisa na revista Royal Astronomic Society.

    Ela é chamada de SMSS J160540.18-144323.1, está a cerca de 35.000 anos-luz de distância e pode pertencer à segunda geração de estrelas, formadas há 13,8 bilhões de anos.

    As primeiras estrelas do Universo formam o que é conhecido como População III.

    Algumas delas podem ter contido materiais como silício e ferro em seus núcleos e, quando morreram, causando uma grande explosão de supernovas, essa matéria se espalhou pelo espaço e ficou presa nos núcleos de novas estrelas que se formariam no futuro.

    A estrela gigante vermelha deste estudo tem um teor de ferro muito baixo, cerca de 1,5 milhão de vezes menor que o do Sol, o que é um valor excepcionalmente baixo, ou, nas palavras de Nordlander, "é como uma gota d'água em uma piscina olímpica". Isto sugere que a SMSS J160540.18-144323.1 foi formada em uma fase muito precoce do Universo.

    A estrela com o menor teor de ferro previamente descoberta na galáxia tinha 11.750 vezes menos ferro que o Sol. As estrelas que se formaram ao "absorver" materiais dos astros primordiais escondem a chave para investigar essa misteriosa primeira geração, segundo a pesquisa.

    No caso da gigante vermelha analisada neste estudo, se supõe que a estrela que lhe deu origem tinha uma massa relativamente baixa para o seu estágio: cerca de 10 vezes a massa do Sol. No entanto, era suficientemente grande para produzir uma estrela de nêutrons após uma explosão de supernova relativamente tênue.

    Uma explosão de supernova pode causar reações nucleares em que os núcleos atômicos colidem com nêutrons para sintetizar elementos mais pesados que o ferro (Processo R).

    Neste caso, nenhum destes elementos foi encontrado na estrela em causa, o que poderia significar que esses elementos ficaram retidos na estrela de nêutrons antes de sua morte. No entanto, escapou ferro suficiente, que acabaria incorporado na formação da gigante vermelha.

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    Tags:
    Austrália, Universidade Nacional Australiana, Sol
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