08:19 10 Agosto 2020
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    O planeta Dagon, originalmente conhecido como Fomalhaut b, foi um dos primeiros planetas que orbitam uma estrela distante a serem fotografados pelo telescópio espacial Hubble.

    A descoberta do planeta Dagon foi anunciada em 2008 e a existência do corpo celeste do tamanho de Júpiter foi confirmada em 2012.

    No entanto agora, por razões estranhas, Dagon parece ter sumido. Astrônomos suspeitam que o planeta possa nunca ter existido. De acordo com um artigo científico publicado nesta semana, cientistas acreditam que o avistamento de Dagon não tenha passado de uma ilusão.

    O aparente planeta pode ter sido apenas um vasto campo de escombros resultante de uma colisão de dois enormes objetos gelados.

    ​O que astrônomos pensavam ser um planeta para lá do Sistema Solar parece agora ter desaparecido. Em vez do planeta, Hubble pode ter testemunhado uma colisão cósmica que só ocorre uma vez a cada 200.000 anos.

    "Estas colisões são extremamente raras e o fato de nós termos visualizado evidências de um tal acontecimento é muito importante", afirmou Andras Gaspar, astrônomo e autor principal da pesquisa do Observatório Steward da Universidade do Arizona, EUA.

    "Consideramos que estávamos no lugar certo e na hora certa para ter presenciado um momento tão raro com o telescópio espacial Hubble da NASA", acrescentou Gaspar.

    O estudo sugere que aquilo que astrônomos acreditavam ter sido um planeta, seria na verdade uma nuvem de destroços expandindo lentamente após uma colisão cataclísmica ocorrida há centenas de anos.

    Os destroços teriam estado em constante expansão até ficar dispersos demais para serem detectados. Pesquisadores acreditam que a nuvem é agora maior do que a órbita da Terra em torno do Sol, sendo esta até o momento a única explicação para o desaparecimento de um planeta.

    A explicação oferece resposta a uma série de enigmas sobre Dagon, por que o "planeta" era tão brilhante na luz visível, mas virtualmente indetectável no espectro infravermelho.

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    Tags:
    astronomia, EUA, Universidade de Arizona, Hubble, NASA, telescópio, exoplaneta, planeta
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