22:05 19 Outubro 2020
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    Cientistas criaram um aplicativo que avalia a voz dos usuários para descobrir se estão com COVID-19, mas alertam que o produto não substitui testes médicos.

    Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon da Pensilvânia, EUA, criaram um aplicativo que pode determinar se você tem COVID-19, analisando sua voz.

    De acordo com os pesquisadores da universidade, o aplicativo continua sendo desenvolvido, e ainda não foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) ou pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

    "Vi muita competição pelo diagnóstico mais barato e rápido que você pode ter", relata Benjamin Striner, um estudante de pós-graduação da Carnegie Mellon que trabalhou no aplicativo, em entrevista recente ao portal Futurism.

    "E há alguns muito bons que são realmente baratos e muito precisos, mas nada vai ser tão barato e tão fácil como falar ao telefone", disse.

    O Detector de Voz COVID (COVID Voice Detector) usa inteligência artificial para analisar sua voz e dar-lhe uma pontuação. Os usuários têm que tossir várias vezes e gravar certos sons de vogais e o alfabeto usando um smartphone ou um computador.

    "A pontuação é em uma escala de um a dez que lhe diz a probabilidade de sua voz ter assinaturas de COVID-19. Quanto maior a classificação retornada, maior a probabilidade de que você esteja infectado. Além disso, o sistema fornece uma avaliação da sua capacidade pulmonar sempre que possível", explica o site do aplicativo.

    Limitações do projeto

    No entanto, de acordo com os pesquisadores, o aplicativo não deve ser usado para substituir testes médicos ou exames.

    Um kit de teste para coronavírus de cabeça para baixo em uma mesa com selo presidencial na Casa Branca, em Washington, EUA, 30 de março de 2020
    © REUTERS / Tom Brenner
    Um kit de teste para coronavírus de cabeça para baixo na Casa Branca, EUA

    "Nós o temos lá fora para que as pessoas saibam como ele funciona atualmente, mas o objetivo principal do nosso esforço/website neste momento é coletar grandes números de gravações de voz que poderíamos usar para refinar o algoritmo em algo em que nós, e a comunidade médica, estamos confiantes", afirmou o professor Bhiksha Raj, que também trabalhou no aplicativo, à mídia.

    Os pesquisadores acreditam que o aplicativo poderá eventualmente ser capaz de acompanhar a disseminação do coronavírus à medida que mais dados forem coletados.

    "Se o aplicativo for divulgado como um serviço público, ele e nossos resultados terão de ser verificados por médicos profissionais e atestados por uma agência como os CDC", observou Raj. "Até isso acontecer, ainda é um sistema muito experimental e de pouca confiança."

    Os pesquisadores também observaram que o aplicativo nunca será tão preciso como um teste de laboratório.

    "Em termos de diagnóstico, é claro, nunca será tão preciso quanto pegar um cotonete e colocá-lo em algum ágar, e esperar que ele cresça", explicou Striner o processo de teste com cotonete para diagnostico da COVID-19.

    Os últimos dados da Universidade Johns Hopkins revelam que há mais de 938 mil casos de coronavírus em todo o mundo. O país com os casos mais confirmados, mais de 216 mil, são os EUA, que nas últimas semanas se tornaram o epicentro da pandemia.

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    Tags:
    Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, EUA
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