09:02 04 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    101
    Nos siga no

    Uma astrônoma britânica acredita que a "febre do espaço" pode colocar em perigo o futuro da Estação Espacial Internacional (EEI).

    A astrônoma Carolyn Kennett e outros cientistas estão convictos que satélites duvidosos sejam colocados no espaço, quebrando-se em lixo espacial, cujos fragmentos são potencialmente letais para os astronautas e perigosos para a estação.

    Esse lixo espacial é registrado passando pela Terra a velocidades de 28.160 km/h, de acordo com a NASA, que mantém o controle de cerca de 500.000 peças deste material mortífero, informa Daily Star.

    Embora muitas empresas tecnológicas pretendam construir satélites de alta qualidade, não há uma exigência legal que o regulamente. Além disso, colocar objetos na órbita da Terra está se tornando cada vez mais lucrativo, tornando o espaço cada vez mais lotado.

    Necessidade de regulamentação

    "O céu noturno no momento é um pouco como o Faroeste nos tempos antigos, e precisa haver alguma forma de regulamentação", disse Kennett.

    O lixo espacial também é um enorme problema para os telescópios em órbita, como o Hubble, que estão constantemente à procura de asteroides que possam atingir a Terra.

    "Quando há pequenos pedaços de coisas que entram na nossa órbita – é basicamente lixo espacial – vai ser muito difícil para nós ter coisas como a estação espacial lá em cima e outros telescópios, porque estas coisas começam a viajar a velocidades incríveis e você sabe que mesmo pequenos pedaços de lixo espacial podem causar uma enorme quantidade de danos. É algo que precisa de ser regulado, e em relação à observação de asteroides vai ser um problema e tanto, penso eu."

    Astronauta da NASA Andrew Morgan
    © Foto / NASA
    Com a Terra 250 milhas abaixo dele, o astronauta da NASA Andrew Morgan trabalha na seção P6 da Estação Espacial Internacional para substituir baterias de hidrogênio-níquel por baterias de íon-lítio

    Segundo a NASA, o principal problema são os detritos maiores que 0,5 centímetros e menores que 10, pois são "muito pequenos para serem rastreados e muitos grandes para se poder proteger deles".

    Mais:

    VÍDEO mostra vista da Terra cercada por 57.000 satélites
    Entulho nos céus: Agência Espacial Europeia quer lançar robô para remover lixo espacial
    Detritos espaciais ameaçam comunicações na Terra
    Tags:
    astronautas, satélite, Estação Espacial Internacional, espaço, detritos, lixo espacial
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar