05:33 23 Janeiro 2020
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    Organização das Nações Unidas afirmou que pelo menos um milhão de espécies podem desaparecer no futuro próximo. Cada ano elas são adicionadas em uma lista vermelha interminável.

    Apesar dos esforços que muitos ambientalistas e Estados realizaram para sua conservação, muitas espécies foram declaradas extintas na última década.

    A Terra poderia ser o lar de entre 5 e 10 milhões de espécies, segundo estimativas, das quais os investigadores catalogaram menos de dois milhões. Organização das Nações Unidas afirmou que pelo menos um milhão de espécies podem desaparecer.

    No entanto, a situação de ameaça à sobrevivência em que estão muitas espécies também põe em perigo os ecossistemas dos quais dependemos para viver. Os cientistas estimam que as espécies estão se extinguindo 1.000 vezes mais rápido do que deveriam.

    As espécies costumam se extinguir (geralmente) por culpa da atividade humana. Nós fazemos desaparecer seus habitats, introduzimos espécies invasoras que as matam, contaminamos seus espaços, as comemos ou as caçamos com outros objetivos ou prejudicamos indiretamente os lugares onde vivem através dos efeitos da mudança climática.

    Estão são algumas das espécies raras que a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) declarou oficialmente extintas nos últimos 10 anos.

    Hemignathus ellisianus

    Se observarmos o que se passou com as espécies das ilhas havaianas, vemos que isso serve como um dos exemplos mais notáveis do perigo que correram às mãos dos humanos.

    Hemignathus ellisianus
    © CC0 / John Gerrard Keulemans / Wikimedia
    Hemignathus ellisianus

    Esta espécie era um pequeno tentilhão de bico comprido e curvo que comia insetos e néctar, mas se extinguiu devido às doenças de aves e a que os humanos limparam a floresta. A UICN declarou a espécie extinta em 2016.

    Bettongia anhydra

    Os cientistas que trabalham no deserto australiano recolheram um só exemplar de Bettongia anhydra, um cruzamento entre um rato e um canguru, por isso sabemos pouco sobre onde e como vivia.

    Foi visto pela última vez em 1933 e provavelmente foi presa de gatos selvagens invasores e raposas invasoras. A UICN o declarou extinto em 2016.

    Calathus extensicollis

    O escaravelho da terra grande e predador era endémico das florestas de grande altitude do Pico, uma ilha dos Açores no Atlântico. Os naturalistas o registraram pela última vez em 1859, e desde então não foram realizados estudos exaustivos. A UICN o declarou extinto em 2018.

    Contomastix lacertoides

    Era um pequeno lagarto que foi encontrado uma vez em um afloramento de granito na cidade costeira uruguaia de Cabo Polônio. Os naturalistas não registaram nenhum desde 1977, e talvez tenha morrido devido à crescente perturbação humana pelo turismo durante a temporada de reprodução do lagarto.

    A UICN o declarou extinto em 2016.

    Dusicyon avus

    Este canídeo do tamanho de um cachorro vivia nos habitats herbáceos dos pampas e da Patagônia na América do Sul.

    Os arqueólogos o encontraram em tumbas que datam do segundo milênio a.C. e é possível que fosse mantido como mascote. Não está claro quando se extinguiu realmente, a datação por radiocarbono sugere que foi entre 326 e 496 anos atrás, enquanto um cachorro que corresponde com sua descrição aparece em diários do século XIX. A caça e a competição com cachorros domésticos são os prováveis culpados da extinção desta espécie, que foi adicionada à lista de espécies extintas da UICN em 2015.

    Eulophia stenopetala

    Os naturalistas registraram esta orquídea uma vez nas colinas secas de Butão em 1859 e ela não foi registrada desde então. A causa da extinção não está clara, mas talvez se deva ao desenvolvimento das estradas na zona. A UICN declarou a planta extinta em 2017.

    Habenaria petromedusa

    Esta planta com flor vivia nas ilhas de Cabo Verde e só se conhece um exemplar recolhido em 1787. Resta pouco habitat apropriado para ela, por isso a UICN a declarou extinta em 2017.

    Leiolopisma ceciliae

    Os cientistas só sabem desta espécie de réptil que provavelmente ela se extinguiu há pelo menos 300 anos, se não mais.

    Leiolopisma ceciliae
    © CC BY 3.0 / Christian Hauzar / Telfair-Skink.jpg
    Leiolopisma ceciliae

    A possibilidade do que poderia ter estado ao redor dos últimos 1.500 anos levou a UICN a o adicionar à lista de extinção em 2019.

    Garça-noturna de Bermudas

    Ossos de aves pernaltas apareceram nas ilhas Bermudas que pertenceram a uma espécie de garça que pode ter vivido nas ilhas.

    Garça-noturna de Bermudas
    Garça-noturna de Bermudas

    No entanto, a caça e os gatos selvagens provavelmente a levaram ao seu fim. A UINC a declarou extinta em 2014.

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    Tags:
    natureza, Organização das Nações Unidas, aves, espécies
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