09:17 15 Novembro 2019
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    Imagem captada em Marte pelo rover Curiosity em 27 de julho de 2019

    Análise de mudança climática de Marte enche pesquisadores de esperança sobre vida passada

    © Foto/ NASA/JPL-Caltech/MSSS
    Ciência e tecnologia
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    Hoje Marte é um deserto seco e gelado quase sem atmosfera que se considera não ter água líquida. Em geral, é um lugar inóspito. Mas podia ter sido diferente no passado?

    Nós já sabemos que houve água em Marte, no passado distante, que formou rios e lagos na superfície do planeta. Mas não há consenso sobre se o Planeta Vermelho teria sido sempre tão frio como agora.

    Uma nova pesquisa, baseada na suposição que o clima de Marte poderia ter sido tão quente, que permitiria a queda de chuvas e que rios corressem, aumenta a possibilidade de ter existido vida no Planeta Vermelho.

    "Nós sabemos que houve períodos em que a superfície de Marte esteve congelada, nós sabemos que houve períodos em que a água fluía livremente. Mas nós não sabemos exatamente quando foram estes períodos e por quanto tempo duraram", disse a professora Briony Horgan, da Universidade Purdue, em Indiana, durante a apresentação dos resultados na conferência de geoquímica em Barcelona na terça-feira (20).

    A equipe de cientistas liderada por Briony Horgan estudou os dados sobre depósitos de minerais em Marte usando o rover Curiosity e o espectrômetro CRISM da NASA, que detecta minerais na superfície que podem indicar a existência de água liquida no passado.

    Rover Curiosity da NASA visto na superfície de Marte em 31 de maio de 2019
    Rover Curiosity da NASA visto na superfície de Marte em 31 de maio de 2019

    Depois os cientistas compararam os dados com a informação de vários lugares da Terra para entender se haveria quaisquer semelhanças entre Marte antigo e a Terra antiga.

    "Nossa pesquisa do intemperismo em condições climáticas totalmente diferentes, tais como o Oregon, Havaí, Islândia e outros lugares na Terra, pode nos mostrar como o clima afeta os padrões de depósitos minerais tal como os vemos em Marte", disse a professora Horgan.

    Segundo ela, as descobertas indicam uma "tendência geral lenta" do clima quente ao frio em Marte entre três e quatro bilhões anos atrás. Aproximadamente o mesmo tempo em que a vida apareceu na Terra.

    "Se é assim, então isso é importante na busca por uma possível vida em Marte", adiciona ela.

    Professora Horgan é copesquisadora na missão Mars 2020, que vai coletar amostras minerais em Marte e levá-las para Terra para buscar evidências de ambientes habitáveis e de vida no passado do planeta.

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    Tags:
    Planeta Vermelho, cientistas, pesquisa, clima, Marte
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