09:48 15 Dezembro 2018
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    Fobos, satélite de Marte

    Astrônomos definem como surgiram ranhuras misteriosas na 'Estrela da Morte' de Marte

    © Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
    Ciência e tecnologia
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    As ranhuras insólitas na superfície de Fobos, uma das luas de Marte, foram "desenhadas" por pedras arredondadas gigantes, lançadas da superfície marciana depois da queda de um grande asteroide, comunicou a revista Planetary and Space Science.

    "Estas ranhuras são uma característica distintiva de Fobos, e como elas foram formadas tem sido debatido por cientistas planetários há 40 anos", disse o pesquisador Ken Ramsley da Universidade Brown que lidera o estudo, adicionando que "nós achamos que este estudo seja mais um passo para zerar a explicação".

    Em torno de Marte giram dois satélites, Fobos e Deimos, que possuem forma assimétrica e diâmetro de 22 km e 12 km, respectivamente. Muitos cientistas acreditam que estes satélites sejam asteroides atraídos pela gravidade de Marte.

    Fobos está se aproximando de Marte e será destruído daqui a 20-40 milhões de anos, enquanto Deimos está se afastando do planeta, o que ainda não possui explicação.

    Recentemente, cientistas jogaram possibilidade de Marte ter tido no passado três luas, uma das quais teria caído na superfície do planeta, cobrindo os outros dois de estilhaços.

    Ken Ramsley e seu colega James Head já há muitas décadas tentam entender como na superfície de Fobos surgiram ranhuras misteriosas, que são paralelas e cercam todo o satélite, segundo a revista.

    Fobos nunca teve atmosfera nem água, por isso tais linhas não poderiam ter surgido pelo movimento de rios ou de outras erosões.

    Há mais de 40 anos, James Head supôs que as ranhuras possam ter sido "desenhadas" por um asteroide ou por fragmentos de rochas, que foram catapultados da superfície de Fobos durante a formação da cratera Stickney. Essa cratera é a estrutura maior na superfície do satélite, tornando Fobos parecido com a "Estrela da Morte" de "Guerra nas Estrelas".

    A ideia não satisfez todos os planetólogos, visto que ranhuras vizinhas à cratera não são radiais, mas paralelas, o que não é caraterístico de vestígios de acidentes de asteroides. Além disso, uma parte delas sobrepõe uma a outra e até passa pela cratera Stickney, enquanto outras se entrelaçam. Por isso alguns cientistas consideravam que as ranhuras tenham sido traçadas por estilhaços de Marte.

    Ken Ramsley e James Head encontraram explicação para todas essas esquisitices, criando um modelo numérico de Fobos que se colide com um asteroide grande. Mudando tamanho, massa, densidade e ângulo de queda do asteroide, os cientistas procuraram entender se as linhas poderiam surgir.

    Foi descoberto que as ranhuras de Fobos poderiam ter surgido em caso de colisão com asteroide em órbita mais alta, onde estão agora, a uma altura de 12 mil quilômetros da superfície de Marte.

    Neste caso a interação gravitacional entre o planeta vermelho e sua lua faz com que pedras tracem linhas paralelas e posteriormente partam para o espaço depois de atingir os cumes de Fobos. Sem contar nas pedras que voariam ao redor da lua e cavariam ranhuras dentro da cratera Stickney.

    Se as avaliações forem exatas, as linhas misteriosas de Fobos são relativamente novas, tendo cerca de 150 milhões de anos. Os cálculos da idade precisa da cratera Stickney, segundo Head, verificaria a teoria lançada por ele.

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    Planeta Vermelho, canais, surgimento, colisão, asteroide, satélite, Fobos, Espaço, Marte
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